"No resultado das últimas eleições fica claro a
conspiração dos setores da elite. São poucos no País os políticos com
uma posição como a nossa. Aos meus 60 anos com cabelos embranquecidos,
eu continuo acreditando na revolução social aliando a necessidade de
preservação sobre a terra. Para isso temos de fazer uma revolução de
comportamento, do sistema de produção e de consumo da sociedade."
"Acho que usaram dois pesos e duas medidas, não tenho a menor dúvida de que ali o que era prova contundente se transformou em “indícios”, e o que era suposição me condenou. Então, por mais que um jurista diga que são dois processos diferentes, um envolvia 52 reais e o outro 40 milhões de reais desviados de recurso público e tudo comprovado com fotografias, com documentos, e no nosso julgamento só tinha a palavra das duas testemunhas."
JOÃO CAPIBERIBE em relação ao processo de Joaquim Roriz
"A maior
contribuição do PDSA foi conseguir que as pessoas que vivem nos
centros urbanos se dessem conta de que estavam vivendo no coração da
floresta. Havia um divórcio entre os moradores da cidade e a vida
ribeirinha, daqueles povos que habitam a floresta. O programa
valorizou e deu uma definição econômica aos produtos da floresta,
sejam eles madeireiros ou não-madeireiros. Iniciou-se um debate
econômico no sentido de desenvolver a cadeia produtiva dos recursos
florestais. No caso da madeira, o sentido era proporcionar a
exploração manejada dos recursos madeireiros e adensar a cadeia
produtiva, com a transformação dessa madeira em produtos nobres,
para diminuir a pressão sobre a floresta. E, para os recursos
não-madeireiros como cipós, frutos e castanhas, passamos a
industrializar e beneficiá-los. A castanha do Pará – que é a
castanha de toda Amazônia, brasileira e não brasileira –, nós, a
partir de organização de cooperativas de castanheiros, passamos a
industrializar e a transformar em óleos, farinhas e biscoitos de
castanhas. Uma parte dessa produção era absorvida pelo estado para a
merenda escolar. Isso fez com que a floresta entrasse nas cidades. A
essa valorização econômica dos diversos produtos da floresta
terminou trazendo o debate da preservação das florestas para dentro
das cidades e as pessoas passaram a se dar conta que, culturalmente,
elas são muito próximas do rio e da floresta.."
"Há dez anos, nossa população correspondia à metade da população do Acre. Hoje a população do Amapá é maior que à do Acre. É evidente que isso atrai muitos aventureiros, inclusive no campo político. Outros por circunstân-cias, como é o caso do senador José Sarney, que havia deixado a presidência da República e não pôde ser candidato pelo Maranhão porque o governador que ele havia indicado, ao que me parece, lhe criou dificuldades e até hoje ele é senador pelo Amapá. "
"Está muito claro tanto para os estudiosos da questão da Amazônia e, especialmente para os amazônidas, que esse destino está cultural e economicamente ligado à preservação e exploração da riqueza ambiental, na ótica do desenvolvimento sustentável. Precisamos dizer claramente: a floresta não pode ser simplesmente derrubada, mas também não deve restar intocável. Devemos apoiar políticas de valorização e exploração da biomassa florestal, sem destruí-la.
O que nós queremos dizer com isso? Queremos dizer que é urgente tomarmos atitudes políticas decisivas para mobilizar esse processo"
Segundo o ex-guerrilheiro fluente em francês que passou nove anos exilado, o impasse vai ser resolvido se o presidente da Assembléia, Fran Júnior (PMDB), for afastado pela Justiça. "Ele é uma maçã podre, símbolo condutor de uma rede de tráfico de influência e corrupção na Assembléia", disse ele, acusado por deputados estaduais de usar R$ 18 milhões destinados à educação de forma incorreta em 1998.
"Desde o começo do meu segundo mandato estão tentando me impedir de governar: tomei posse em janeiro de 1999, em julho a Assembléia mudou a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento do ano. Eu recuso, vou ao Supremo e ganho uma liminar mantendo o orçamento de 1999. Isso já criou um problema com um grupo na Assembléia que preferia que o dinheiro público os beneficiasse. "
Cientista político, professor emérito da Universidade de Brasília e autor de "As Relações Perigosas: Brasil-Estados Unidos de Collor a Lula, 1990-2004", "Brasil, Argentina e Estados Unidos" e "De Martí a Fidel: a Revolução Cubana e a América Latina". Leia alguns de seus artigos AQUI>>