Capiberibe diz que sua luta não é contra a Lei da Ficha Limpa
O Senador eleito, João Capiberibe, disse pelo telefone, que a luta dele e de sua mulher, a deputada federal Janete Capiberibe, não é contra a Lei da Ficha Limpa, apoiada por Janete na Câmara Federal, e por ele, como presidente regional do PSB do Amapá. “Nossa luta é para mostrar que já fomos punidos por um crime que não cometemos, e não podemos ser punidos duas vezes pelo mesmo motivo”, falou. Capiberibe estranha o fato dele, e sua mulher Janete, terem tido os registros de suas candidaturas cassados pela ministra Carmem Lúcia, do TSE, quarenta e oito horas antes de completar o prazo de oito anos de inelegibilidade determinado pela punição anterior.
Recentemente, jornais de circulação nacional levantaram a cortina que encobria fatos relevantes, referentes às denúncias que levaram às cassações de João e Janete. O Estado de São Paulo publicou uma entrevista concedida em Macapá por Roberval Araújo, um ex-funcionário da família do senador Gilvam Borges, por quem teria sido contratado para conseguir duas testemunhas dispostas a receber pagamento, para dar depoimento dizendo que venderam votos para os Capiberibe.
Pouco depois a Folha de São Paulo mandou uma repórter ao Amapá, e o assunto voltou de vez ao noticiário. O ex-cinegrafista da TV Tucujú manteve as declarações anteriores, as duas mulheres negaram e Roberval pediu uma acareação com elas.
O senador Capiberibe disse que tudo não passou de uma armação feita ao estilo Gilvam Borges. Lembrou que foi acusado de ter desviado R$ 350 milhões, quando governador do Amapá, um dinheiro que teria sido sacado na boca do caixa, o que a Justiça desmentiu. Apontou como inexistente uma suposta lista de cinco mil nomes: “a lista era para fiscalização e boca de urna, tinha trezentos e cinquenta e quatro nomes, trinta dos quais eram de advogados escalados para a fiscalização”, disse o senador, que nesta terça- feira sofreu um revés: a ministra Carmem Lúcia, do TSE, concedeu uma liminar mandando o TRE do Amapá diplomar senador, o candidato Gilvam Borges, terceiro mais votado na eleição. Vai haver recurso.
Fonte: Corrêa Neto
*Publicado por Nezimar Borges
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