Os mandatos de Capi e Janete
É voz corrente em Brasília que a possibilidade de o ministro Luiz Fux, do STF, votar pela validade da lei da Ficha Limpa apenas a partir da próxima eleição é grande. Daí para o reconhecimento dos votos que o ex-governador João Alberto e a ex-deputrada Janete Capiberibe obtiveram na eleição do ano passado, será um passo. Os passos seguintes serão as diplomações e posses dos dois políticos.
Aí, se tudo isso acontecer, e é bem provável que aconteça, o Amapá passará a ser controlado por uma família, a dos Capiberibes, com um senador, uma deputada federal e o governador. Se isso vai ser bom ou ruim, só o tempo dirá.
Então a família terá vencido, provavelmente a última grande batalha, e poderá se dedicar à consolidação do prestígio adquirido, promovendo o desenvolvimento, com o chefe do clã, João Capiberibe ensaiou com seu Programa de Desenvolvimento Sustentável, e seu filho Camilo parece pretender seguir, mesmo adotando bandeiras diferentes. Assim será bom para todos.
Não sendo assim a família Capiberibe poderá deixar prevalecer as mágoas acumuladas ao longo dos últimos anos, partindo para a retaliação. E isso aqui vai virar um inferno porque haverá reação. E isso será ruim. O momento que vivemos é riquíssimo, e sugere muito mais a reflexão serena que a reação açodada.
A Operação Mãos Limpas mostrou que o caminho está bem à nossa frente: é o da lei. A nomeação da promotora Ivana Cei para dirigir o MPE mostrou que existe uma nova tendência, a da busca do fim dos privilégios.
Um Estado que tenha um governo aplicando o dinheiro público em benefício do cidadão, e um Ministério Público capaz de cumprir rigorosamente sua missão constitucional, nunca mais vai querer de volta os políticos que lhe fizeram tanto mal.
*Publicado por Nezimar Borges
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