JOÃO CAPIBERIBE é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos" Saiba Mais Aqui>>

Sobre o Casal Capiberibe: Uma fraude e duas vidas públicas de serviço ao Brasil

João Capiberibe: Perseguido indomável

João Capiberibe, Heloísa Helena e Protógenes Queiroz em ato do PSOL contra o desemprego e a corrupção

Carta aberta ao senador Renan Calheiros

Casal Capiberibe: Dois seres preciosos

O  caso da cassação de Capiberibe:  Passo a passo de uma farsa

Carta aberta a Carlos Veloso

João Capiberibe explica o projeto Transparência ao procurador-geral da República

João Capiberibe é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos"

João Capiberibe recebe Maior Comenda do Acre

Tetra-eleição de Sarney não será por aclamação

Local: Brasília, 31/01/2011
Fonte: Chico Bruno
Link: http://www.chicobruno.com.br

Sarney que imaginou ter se livrado de seus principais adversários do Amapá com as manobras sórdidas, se depara agora com Randolfe Rodrigues, 36 anos, eleito pelo PSOL do Amapá.

Randolfe é o mais jovem ocupante de uma cadeira no Senado da República a partir de 1º de fevereiro.

Quando José Sarney aportou no Amapá em 1990, Randolfe tinha apenas 15 anos, mas já fazia política estudantil.

Nestes 21 anos, que separam a primeira eleição de Sarney como senador do Amapá até os dias de hoje, Randolfe descobriu quão é maléfica a presença do maranhense no estado.

Ao chegar à Casa, classificada por Darcy Ribeiro a semelhança do Céu, Randolfe se depara com a tetra-presidência de José Sarney.

O professor de história, ex-deputado estadual, não pretende deixar barato.

Um dos mais atuantes participantes do Xô Sarney em 2006 vai transferir a luta que sempre travou contra Sarney no Amapá para a Arena do Senado.

Seu primeiro passo é disputar com Sarney a presidência do Senado.

A candidatura de Randolfe carrega o simbolismo de uma anti-candidatura, semelhante à de Ulysses Guimarães, o líder do MDB, em 1973 no auge da ditadura militar.

Vale lembrar, que nessa época José Sarney apoiava os ditadores, alojado na Arena, o partido do regime militar.

Ulysses sabia que não tinha chance de impedir a escolha do novo ditador, mas foi à luta para denunciar a farsa da eleição indireta em um Congresso dominado pela Arena e por adesistas do seu próprio partido, o MDB.

Dá-se o mesmo agora com Randolfe.

Sua anti-candidatura desmonta a farsa da aclamação de Sarney, principalmente por que com ela muitos descontentes usarão o voto secreto para demonstrar que Sarney não é unanimidade no Senado.

Com certeza, Randolfe não terá apenas o seu voto e o de Marinor Britto, senadora eleita pelo PSOL do Pará.

Randolfe terá, também, os votos dos descontentes com a “ditadura” instalada pelos cardeais do PMDB com o auxílio de alguns petistas em troca da presidência da Câmara dos Deputados.

Quem conhece a política do Amapá e conhece o perfil de Randolfe sabe que sua anti-candidatura não é um rompante, é um gesto pensado com o objetivo de marcar o terreno e transpor para o Senado a luta travada contra Sarney no Amapá.

A tri-presidência de Sarney no Senado foi recheada por uma grave crise ética e moral.

É importante o embate, pois ele proporciona aos senadores, que se opõe ao fisiologismo praticado no Senado, expressar o desejo de mudança nos hábitos da Casa, mesmo que o façam através do voto secreto.

Sobre a sua tetra-presidência, Sarney expressou a imprensa que estava fazendo mais um sacrifício ao aceitar a missão imposta pelo PMDB, ao invés de apresentar um programa mínimo para o próximo mandato.

Para não ser confundido com a conveniência de Sarney, Randolfe apresenta aos senadores quatro pontos que norteiam sua anti-candidatura divulgada pelo jornalista Josias de Souza em seu blog:

1. Autonomia: “O Senado tem de ser protagonista da cena política, independente e autônomo. Não pode ser Casa de recepção de medidas provisórias. As que forem aceitas têm de respeitar os preceitos constitucionais de relevância e urgência”.

2. Fiscalização: “O Senado, assim como a Câmara, tem a obrigação de exercer a nobre atribuição constitucional de fiscalizar os atos do Poder Executivo”.

3. Ética: “O Senado não pode fingir que nada aconteceu. A Casa tem de passar por uma profunda reforma ética: transparência de todos os atos e nomeações, contas na internet, tudo submetido ao controle público”.

4. Reformas: “Queremos agilizar as reformas política e tributária. Não reformas de interesse dos políticos, mas da sociedade. O Congresso não pode ser presa do Executivo. Sua agenda tem de ser a agenda do Brasil”.

O tempo é curto para Randolfe. Dispõe de 48 horas até o dia 1º de fevereiro.

Mas, Randolfe sabe onde as cobras dormem, por isso sabe a quem procurar para angariar votos anti-Sarney.

Vale lembrar, que ele militou no movimento estudantil e foi um dos baluartes do impedimento de Collor no Amapá, portanto é escolado.

Com a anti-candidatura, o mais jovem senador do país, mostra ao que veio e marca presença logo em sua chegada.

Pelo visto, Randolfe vai dar muito trabalho a Sarney e seus áulicos nos próximos anos.

*Publicado por Nezimar Borges

Bookmark and Share

AJUDE O SITE "históriadocapi" A SOBREVIVER. FAÇA UMA DOAÇÃO AQUI>>>
Trajetória | Capiberibe na Mídia | Anos de Chumbo | Luta pelo mandato | Artigos | Entrevistas
Página Inicial | Idealizador do Site | Notícias | Fale Conosco
Transparência | Desenvolvimento Sustentável | Amazônia
Mundo | Especial | Socialismo do Séc. 21
Site feito por: Nezimar Borges
Copyright © 2006-2012