Um pouco sobre a farsa de Sarney e Gilvam Borges contra Capiberibe
Local: Macapá, 08/11/2010
Fonte: Jornal O Estado de S. paulo
Link: xxxx |
Polêmicas
Jornal O Estadão de S.Paulo - Bruno Paes Manso - Matéria de 02 de outubro de 2010. Na íntegra aqui
A origem do processo que levou à cassação de João Capiberibe em 2004 e que serviu de base para a decisão do TSE de indeferir a candidatura ainda é alvo de polêmica e confusão no Amapá. Capiberibe foi acusado em 2002, junto com a mulher, de comprar votos por duas parcelas de R$ 26. As testemunhas que teriam recebido o dinheiro não estavam no local do flagrante e acusaram os Capiberibes posteriormente.
O Estado teve acesso ontem a um depoimento prestado no dia 28 de julho deste ano no Ministério Público Federal do Amapá (MPF-AP) em que uma testemunha anônima afirma que os depoimentos contra os Capiberibes foram armados por ela em troca de um Ford Scort marrom mais R$ 200 para combustível. Declaração semelhante já havia sido registrada em cartório em 2006 pelo jornalista Roberval Coimbra Araújo.
No MPF, a testemunha afirma que trabalhava na rádio 102,9 FM em 2002, no Programa Opinião Pública, quando foi procurada por um colega do programa para “fazer um serviço”. Foi levado à hoje TV Tucuju e apresentado ao senador Gilvan Borges, que havia ficado com a vaga de primeiro suplente no senado e que assumiu depois da cassação de Capiberibe.
Segundo o depoimento, depois de receber o carro e o dinheiro, o depoente arrumou três testemunhas para acusar os Capiberibes em cartório do município de Santana, vizinho a Macapá. Ele afirma ainda que essas testemunhas ficaram morando em uma casa no terreno da TV Tucuju, de propriedade da família Borges, e depois receberam R$ 10 mil para a compra de terrenos no bairro Marabaixo III. Pelo serviço, elas passaram a receber R$ 2 mil mensais de Gilvan Borges até os dias de hoje.
O Estado tentou contato com a assessora do candidato Gilvam Borges e com o irmão do senador, Reginaldo Borges, mas não obteve retorno. Nestas eleições, Gilvan Borges concorre novamente ao senado contra João Capiberibe.
*Publicado por Nezimar Borges
|