Agora é o jornal 'O Estado de S. Paulo' que revela falcatruas do clã Sarney
Local: Brasília- DF - 10/02/2009
Fonte: Felipe
Recondo, da sucursal de O Estado de S. Paulo em Brasília
Link: Diversos |
Grupo chefiado pelo superintendente
da Mirante teria se valido de afilhados de Sarney em estatais para
obter obras
Jornal Pequeno
Reportagem publicada na edição de ontem do jornal O
Estado de S. Paulo confirma o que o Jornal Pequeno já havia
revelado em várias matérias: que a investigação
feita pela Polícia Federal nas empresas da família Sarney
mostra que o suposto esquema que envolveria integrantes do clã
em lavagem de dinheiro, fraude em licitação e desvio
de recursos públicos pode ter atuado no Maranhão durante
a gestão de Roseana Sarney (PMDB-MA) no governo do Estado (1998-2002).
O jornal paulista também destaca que a PF quer investigar se
o “esquema Fernando” se valeu de contatos com pessoas
indicadas pelo senador José Sarney (PMDB-AP) para cargos em
estatais para obter vantagens em obras públicas.
Prossegue o Estadão: “De acordo com documento sigiloso
da PF, uma das empresas investigadas - a Proplan - participou da execução
do projeto de recuperação da Lagoa de Jansen, obra orçada
em R$ 118 milhões. O caso, mesmo antigo, mereceu a atenção
da PF na investigação aberta em 2007. Os policiais pediram
à Justiça autorização para buscar documentos
do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado,
no que seria a empresa de contabilidade da Proplan.
Além disso, em ofício sigiloso encaminhado à
1ª Vara Criminal Federal do Maranhão, a PF informa terem
sido ‘freqüentes os contatos promíscuos’ entre
os integrantes do esquema e o diretor de engenharia da estatal Valec,
Ulisses Assad.
Assad foi diretor da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão
(Caema) no governo Roseana e indicado para a diretoria da Valec por
Sarney. Ele não foi encontrado para comentar a suspeita. Roseana
disse, por meio de sua assessoria, que não poderia se manifestar
sem antes ter acesso aos documentos da PF e lembrou que as contas
de sua gestão foram aprovadas pela Justiça eleitoral.
Grampos – Nessa mesma investigação, a PF grampeou
telefonema entre Sarney e seu filho Fernando. Na conversa, revelada
pelo Estado, o senador pergunta ao filho se ele recebera informações
da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), supostamente
sobre processo que, então, corria em sigilo. Fernando responde:
‘Também’.
A escuta da Polícia Federal mostra ainda os dois combinando
o uso das empresas de comunicação da família
para responder a um artigo publicado por Aderson Lago, primo do governador
do Maranhão, Jackson Lago, seu inimigo político. O diálogo
foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo. No texto que provavelmente
motivou as reclamações de Sarney, Aderson o chama de
‘velho oligarca’. Na conversa com o filho, Sarney reclama
que Aderson ‘foi muito cruel’ e o insultou de ‘maneira
brutal’. E pede que o filho leve para a televisão denúncias
contra as empresas de Aderson.
Nesta semana, Sarney pode ver o adversário perder o mandato.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve concluir o julgamento do
processo de cassação de Jackson Lago, interrompido no
fim do ano passado. O relator do processo, ministro Eros Grau, votou
pela cassação do mandato e a favor da posse da segunda
colocada nas eleições, a senadora Roseana Sarney.”
*Publicado por Nezimar Borges
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