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Apenas Começamos: Nota do Movimento contra o Aumento da Tarifa de ônibus

Local: Macapá, 09/04/2010
Fonte: Movimento Estudantil
Link: http://www.heversoncastro.blogspot.com


A comissão organizadora do movimento contra ao aumento da tarifa do transporte coletivo em Macapá e Santana vem a público informar a sociedade sobre a verdade dos fatos ocorridos na manifestação em frente à prefeitura de Macapá.

A busca pela melhoria no transporte público em Macapá, nos últimos anos se tornou uma bandeira de luta da classe estudantil e dos movimentos sociais, ontem, 7 de abril de 2010 milhares de  estudantes Amapaenses foram as ruas reivindicar contra o aumento da tarifa, anunciado pelo assessor de imprensa do SETAP Renivaldo Costa há algumas semanas. O ato teve como principais reivindicações: A melhoria da qualidade dos serviços prestados pelas empresas de ônibus municipal e intermunicipal (Macapá-Santana), aumento da frota, acessibilidade e estrutura das paradas e congelamento imediato da tarifa. Esse conjunto de ações públicas que é exigido pelos estudantes e trabalhadores são ações que possam viabilizar e oferecer um serviço de qualidade ao cidadão.

Nesse sentido é que os movimentos sociais organizados se mobilizaram e estiveram na tarde desta quarta-feira, 07 de abril, em frente à Prefeitura de Macapá, para levantar as bandeiras dessa luta por melhorias no transporte público. Durante o Ato, uma comissão foi convidada a reunir com a prefeitura, EMTU e Setap para ouvir o posicionamento do prefeito, representado pela vice-Helena Guerra, quanto o possível aumento da passagem de ônibus de R$ 1,95 para R$ 2,55. Foram ouvidas todas as partes envolvidas e houve uma fala por parte da Prefeitura e EMTU de que não há interesse em aumentar a tarifa. Porém, é sempre bom enfatizar que a mesma movimentação foi feita na gestão anterior onde prefeito se omitiu em tomar pra si a decisão deixando a decisão final para a Justiça, que aumentou a tarifa sem dó nem piedade. Portanto, esse coletivo não vai aceitar a mesma manobra por parte do poder público Municipal, por entender que transporte urbano é uma concessão pública e que a decisão final é sempre da Prefeitura e que o movimento está atento e exige uma posição firme e clara do atual Prefeito de Macapá.

É importante esclarecer que o grandioso ato, unificado sindicatos e movimento estudantil, teve uma tentativa de desmobilização pela majoritária da UNE dirigido ao som da União da Juventude Socialista - UJS, juventude do PCdoB, e União dos Estudantes Secundaristas do Amapá (UECSA), ligados a prefeitura de Macapá e ao Governo do Estado do Amapá, e ao deputado federal Evandro Milhomem (PC do B/AP), que não ajudaram a construir o movimento e foram questionar a presença do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), que dava apoio ao Ato. De forma agressiva os militantes da UJS impediram a fala do deputado Camilo e dos representantes dos trabalhadores e estudantes presentes em frente à prefeitura.

Não é a primeira vez que esse grupo de manifestantes ligados ao grupo do poder, tenta calar quem luta a favor dos interesses da população do Amapá e denuncia os desmandos no Estado. A mesma situação aconteceu na greve dos professores, quando estiveram desta vez a serviço do ex-governador Waldez Góes.

Essas mesmas organizações políticas majoritariamente dirigidas pelo PCdoB também protagonizaram o vexame político de acampar em frente a AL e defender os interesses do governador e daqueles que foram denunciados pelo Ministério Público no desvio dos 200 milhões da educação amapaense.

Diante dos fatos ocorridos a comissão organizadora do movimento contra ao aumento da tarifa do transporte coletivo em Macapá e Santana, vem a público repudiar as agressões ocorridas no Ato, e excluir das próximas manifestações a presença da UNE, UBES, UJS.
Neste sentido convocamos toda a população, sindicatos, movimentos sociais, estudantes e mandatos de parlamentares que reconhecem e legitimam nas ruas junto com o povo a nossa luta. Pois somos nós que sofremos com o descaso do transporte público e somos vítimas dos ataques dos empresários ao bolso dos trabalhadores. Sendo assim, conclamamos todos a participarem desta luta e das manifestações e mobilizações que continuarão nas ruas e praças da capital, porque queremos mais, queremos um compromisso real da Prefeitura pelo congelamento imediato da tarifa e iremos continuar as mobilizações porque APENAS COMEÇAMOS.

Assinam esta Carta: DCE’s: UNIFAP; CA’s: UNIFAP; Grêmios Estudantis; Sindicatos: SINDUFAP; SINJAP; CONLUTAS; SINDSAUDE; FESPEAP; ADFAP; e Ass. Moradores Brasil Novo.

 

*Publicado por Nezimar Borges

 

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