JOÃO CAPIBERIBE é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos" Saiba Mais Aqui>>

Sobre o Casal Capiberibe: Uma fraude e duas vidas públicas de serviço ao Brasil

João Capiberibe: Perseguido indomável

João Capiberibe, Heloísa Helena e Protógenes Queiroz em ato do PSOL contra o desemprego e a corrupção

Carta aberta ao senador Renan Calheiros

Casal Capiberibe: Dois seres preciosos

O  caso da cassação de Capiberibe:  Passo a passo de uma farsa

Carta aberta a Carlos Veloso

João Capiberibe explica o projeto Transparência ao procurador-geral da República

João Capiberibe é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos"

João Capiberibe recebe Maior Comenda do Acre

O que importa na Saúde na saúde do Amapá

Local: Macapá-27/09/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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O secretário de saúde do Estado, Pedro Paulo Dias, disse hoje que além de ter demitido setenta servidores dispensáveis, evidentemente não estatutários, tem mais trezentas demissões por fazer. Denunciou um crime. Ou não? Como pode ser definida a manutenção de trezentas e setenta pessoas dentro do serviço público, recebendo salários sem ter como oferecer uma contrapartida em trabalho, não porque não queiram trabalhar, mas porque não têm o que fazer? Isso não é um crime? E quem contratou não é responsável por ele? Mas isso não pé o maior problema da saúde pública no Amapá. O maior é o roubo que no caso específico provoca a morte, porque o dinheiro roubado – e não é furto não. É roubo mesmo – tira dos mais pobres o remédio que cura, o que é o mesmo que arrancar das mãos de um aposentado, no meio da rua, o dinheiro que ele acabou de receber no Banco. O secretário pode estar começando a fazer o que há muito tempo precisava ser feito, mas a medida pode ser tão ineficaz, e aparente como tantas outras, se no meio desses trezentos e setenta não estiver a quadrilha plantada dentro da estrutura da saúde, por políticos que ficam de fora, recebendo os dividendos da corrupção. Demitir apenas quem foi contratado para fins eleitorais durante a campanha do ano passado vai demonstrar apenas que continuam fazendo o povo de massa de manobra, usado na troca, na barganha política onde o cidadão ganha (???) às vezes, três a quatro meses de emprego e o político leva um mandato para continuar enganando os trouxas e enriquecendo às custas deles. Hoje o médico Pedro Paulo não conseguiu responder ao jornalista Humberto Moreira, sobre o que vai ser feito com essa quadrilha e se ela será desbaratada. Se não for... Mas o secretário deixou uma boa notícia: vai fazer compras limpas, usando um sistema que inibe a corrupção, principalmente nos negócios com medicamentos. Se foi para isso que a delegada Marília colocou a delegada Odanete como sub-secretária, ainda bem. Mas convém lembrar que a médica Rosália Figueira, quando assumiu, fez a mesma promessa. Nós continuamos aqui querendo queimar a língua. Que o Waldez seja senador e acabe tomando a vaga do Renan, que a Marília se eleja deputada federal, que o Pedro Paulo vire governador, eleito, e quem sabe a Odanete acabe deputada estadual. Não Importa. Importa é que as pessoas deixem de morrer por não ter dinheiro para comprar remédios que o governo tem obrigação se fornecer.

Tucujus R$ 300 X Alcolumbre R$ 50

Local: Macapá-18/09/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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Conversei ontem com uma pessoa que transita pelos corredores das comunicações no Amapá e sabe das coisas. Sabe por exemplo que a origem da “abertura” das emissoras do sistema comandado pelo empresário José Alcolumbre ao noticiário livre, incluindo denúncias contra o governo do Estado, está na descoberta da diferença entre o que é pago pelo governo ao grupo Beija-flor, do senador Gilvam Borges e os demais veículos que formam a “base de apoio” na mídia. Desses privilégios já se sabia, tanto que a mídia paga está dividida em pelo menos quatro grupos. Só não se sabia dos valores, que segundo a fonte chegam a R$ 300 mil para o grupo Beija–flor e R$ 50 mil para os Alcolumbre, controladores de meios de comunicação com muito mais audiência que os do senador.

Superfaturamento na merenda escolar

Local: Macapá-14/09/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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O deputado Camilo Capiberibe, do PSB, foi para a tribuna da Assembléia Legislativa, no final da semana passada para denunciar um crime. E levou as provas do crime nas mãos: um pacote de macarrão e outro de bolacha cream – cracker, comprados de uma distribuidora de fora do Estado, o que já é condenável porque tira daqui um dinheiro que poderia estar aquecendo a economia local. Seria justificado se fosse para obter preços mais baixos ou qualidade superior, mas não é. É outra coisa que não pode ser dita porque a harmonia pega quem disser. Então o que existe de errado em comprar macarrão e bolacha fora do estado? “Só” os preços. A Secretaria de Educação do Amapá compra macarrão da marca Araguaia a R$ 3,42 de seu fornecedor externo, enquanto o mesmo macarrão pode ser adquirido a R$ 0,85 na Distribuidora CDN, aqui em Macapá. Já as bolachas cream – cracker da marca Trigolino, que os funcionários de supermercados dizem ser de qualidade bem inferior, que “encalha” nas prateleiras, que o governo do Estado paga a R$ 4.96 pode ser adquirida aqui, no supermercado Favorito por R$ 1.31. E não é só isso, não. Tem molho superfaturado que serve para qualquer coisa, pelo preço, até temperar salada de folhas de ouro da MPBA. A nota enviada pela assessoria do deputado, está em Notícias, explica tudo mas contém um excesso: dizer que “os deputados da base de apoio do governo ficaram surpresos”. Menos, meninos, menos.

A declaração do senador do Amapá

Local: Macapá-11/09/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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Só num país politicamente incorreto onde prevalece a certeza até da impunidade eleitoral, se admite sem maiores conseqüências uma declaração como a que foi dada no final da semana passada pelo senador Gilvam Borges, PMDB/AP. O senador defendeu a escuridão, a nebulosidade, a sessão secreta do voto escondido, para “evitar o constrangimento”, disse ele: para garantir o conchavo, dizemos nós. Gilvam Borges sabe que no voto aberto exposto ao público e diante da robustez das provas apresentadas, verificadas, levantadas e constatadas inclusive pela Polícia Federal, Renan Calheiros não teria como escapar. Mas o senador sabe também que na escuridão da sessão secreta com o voto mais secreto ainda, Renan pode se livrar até com votos de quem, na sessão aberta do Conselho de Ética votou pela cassação. Provavelmente foi esse o acordo: satisfazer a opinião pública na sessão aberta e mandar essa mesma opinião às favas na sessão fechada. O tipo de político que usa as trevas para cumprir seus propósitos inconfessáveis vai votar pela manutenção do mandato de Renan Calheiros. É ainda assim que as coisas funcionam na política nacional. Mas nem tudo estará perdido. Felizmente ainda resta o P-SOL, que vai manter acesa a fogueira do inferno de Renan, lembrando que no meio de um país politicamente incorreto ainda resta alguma correção.

 

As vaias e o desfile da Independência

Local: Macapá-11/09/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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O governador Waldez Góes não passou a tropa em revista na abertura do desfile do dia 7 de setembro, no sambódromo. O causou provocou estranheza pela quebra de uma tradição que vem de muitos anos. Como o governador estava presente no sambódromo na hora da abertura do desfile, a desistência dele desertou curiosidade. Waldez vem sendo vaiado em locais onde aparece e mesmo onde não se encontra presente, e a decisão de ter passado a responsabilidade pela revista ao secretário Aldo Ferreira, pode ter sido receio de ser vaiado. E provavelmente foi isso. Na quinta-feira, véspera do desfile da Independência, o cantor Jerry Adrianni fazia um show em uma casa de espetáculos da zona sul da cidade. A casa estava lotada, inclusive um anexo quando Jerry decidiu agradecer alguma coisa que teria sido feita pelo governador para possibilitar sua presença alí naquele momento. Ouviu-se uma longa e sonora vaia. Um pouco mais tarde Jerry lembrou uma possível semelhança entre a mulher de Waldez, a delegada Marília Góes com a cantora Ivete Sangalo, outra vaia se ouviu, menos intensa mas tão constrangedora quanto. Isso pode explicar a decisão da manhã do dia seguinte. >>> Também vejo alguma semelhança entre Marília e Ivete. Será que a delegada está tomando vaia por conta do marido?

Procurador do MPE-AP é ameaçado

Local: Macapá-06/09/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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O procurador Manoel Brito, do Ministério Público do Estado deve voltar à Polícia Federal nas próximas horas para renovar a denúncia contra ameaças de morte que vem recebendo. Não faz muito tempo Manoel Brito teve o nome envolvido em uma disputa entre empresas que prestam serviços e vendem equipamentos para manutenção do serviço de nefrologia do Hospital Alberto Lima, foi acusado d ser “sócio oculto” de uma delas, da qual seu filho é advogado, houve reação e ele foi à Polícia Federal onde registrou ocorrência por ameaça de morte. Agora, retornando de Fortaleza onde faz tratamento de saúde, foi informado por vizinhos de que sua casa havia sido fotografada por alguém que se encontrava no interior de um carro, e soube que o escritório de seu filho também teria sido alvo de um fotografo desconhecido. Em paralelo, Brito recebeu um recado para “acabar com isso porque vai dar em morte”. O portador do recado o avisou de que não prestaria depoimento, caso viesse a ser convocado. A fonte desta informação não revelou se o mensageiro citou o nome ou os nomes do autor ou autores da ameaça.

De quanto foi mesmo o “rombo”?

Uma parte da imprensa local, integrante da base de apoio do governo Waldez precisa fazer um seminário para decidir exatamente de quanto foi o suposto rombo deixado pelo governo Capiberibe no Amapá. Toda vez que se lembra dos escândalos que estão ocorrendo agora, alguém vai buscar o Antenor Ferrari e então nunca os números citados por alguns se ajustam aos dos outros. O “desvio” do ex-secretário de saúde que começou com R$ 1 milhão, chegou a R$ 8 milhões, passou a R$ 14 milhões, atingiu os R$ 18 e ontem, segundo o Diário do Amapá teria sido de R$ 30 milhões. Num certo momento de um dos governos de Capiberibe, um locutor de rádio chamava, alucinado, os ladrões disponíveis na cidade para atacar o carro do secretário de Fazenda do Estado, que teria sacado R$ 50 milhões do caixa do Banco do Brasil e estava rodando pelas ruas com o dinheiro. Mais adiante, quando do julgamento do processo que cassou o então senador e sua mulher, Janete Capiberibe, um jornal foi distribuído dentro do plenário do Senado da República , mostrando como matéria de capa um suposto saque de R$ 365 milhões da conta do governo do Estado, feito em espécie, na boca do caixa, quando Capiberibe era governador. O jornal não dizia o tamanho da carreta que teria transportado essa dinheirama toda, muito menos para onde teria sido levada. Assim é preciso combinar os números, evitando tanta disparidade, para que as pessoas possam ficar razoavelmente informado sobre o assunto.

Comentário do historiadocapi: Quando se briga na justiça e, se "sua" causa for injusta - e você sabe disso - então "voce" tem de parecer com algo que enlameie o seu opositor, -mesmo do absurdo de sua mentira- alvejando com isso tornar justo sua causa diante da opinião geral. Vamos recapitular: No processo de cassação do Casal Capiberibe, Sarney usou deste artificio para tornar Capiberibe um Bandido. Ao mesmo tempo que corria a guerra judicial sobre a cassação, Sarney mandou desengavetar uma ação- que estava arquivada há anos no MPF-Ministério Publico Federal por falta de provas sobre desvio de quase 400 milhoes de reais, onde se atribuia esse desvio a Capiberibe. Um absurdo comparado ao pequeno orçamento do estado do Amapá. E mais uma vez o atual marionete de Sarney- WG- tenta usar o mesmo artificio de seu comandante.

 

Uma discussão que o PT quase não fez

Local: Macapá-03/09/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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O PT fez um congresso para não discutir coisas muito sérias, mesmo porque não tinha coisas muito sérias para discutir. Como é que iria debater ética, por exemplo, com tantos acusados de corrupção sentados nas cadeiras onde aconteceu o evento? A esperança era ouvir o Lula dizer alguma bobagem mais expressiva e se agarrar nela. E o Lula disse que nenhum partido é mais ético que o PT. Pronto,“lavou a alma do PT”, falou o site do partido e quase ficou tudo resumido a isso. Mas o Partido dos Trabalhadores acabou por debater um tema sério, de muita importância para o Brasil: a sucessão. Os sobreviventes das agressões à dignidade petista, presentes ao oba-oba devem ter vibrado de contentamento. Eles sabem que entre os aliados de Lula, os gurus da velha classe que o presidente ouve e obedece em quase tudo, não existe um sequer que tenha visão da miséria provocada pela desigualdade social ou qualquer interesse em programas de geração de emprego e renda, porque isso garante ao cidadão conquistar sua independência e escolher, fora do curral eleitoral, os políticos que podem fazer bem ao País. Afinal de contas, foi o Lula quem disse que no Congresso existiam “mais de trezentos picaretas”. E foi lá no meio desses picaretas que, com algumas exceções, o presidente foi buscar seus principais conselheiros. Aí está o risco. Se o PT entregar a Presidência da República nas mãos de um desses picaretas, o que o possa ter feito de bom, muito ou pouco, essa desigualdade que tem caído muito os últimos anos vai voltar a subir. Não dá para imaginar um picareta/presidente discutindo formas de aperfeiçoar o bolsa-família por exemplo, ou de intensificar a construção de cisternas no nordeste para enfrentar os efeitos da seca. Essas coisas não sensibilizam os corações dos velhos coronéis da política nacional e muito menos os de seus filhotes. Não se deve esquecer de que eles construíram essa miséria toda em que vive o Brasil.

 

“Quebra pau” na Assembléia.

Local: Macapá-24/08/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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Há poucos dias a secretária de saúde, Rosália Figueira, disse no programa Panela do Povo, que “o governador tem tanta confiança no que estamos fazendo que nos mandou ir para a mídia fazer a defesa do Governo”. Rosália e Marcos Reategui, o procurador-geral do Estado foram denunciados pelo Ministério Público Federal na questão das fraudes na compra de medicamentos para a saúde pública. Ontem o deputado Roberto Góes disse que o governador está sendo induzido, por pessoas que usam cargos para ganhar muito dinheiro em contratos com a saúde e sugeriu que os que roubam dinheiro de remédios devem “apodrecer na cadeia”. O deputado Moisés Sousa, irmão de Reategui reagiu dizendo que o primeiro seria o próprio Roberto Góes, citado nas conversas telefônicas que levaram à Operação Antídoto. Hoje os dois se encontraram, na sala de reuniões dos deputados, na Assembléia. Houve troca de insultos, socos, tapas e os dois se atracaram. Nessa hora os seguranças/assessores ou assessores/seguranças de Roberto Góes partiram para cima de Moisés, não se sabe se para apartar a briga ou para espancar, como fizeram com o jornalista Humberto Moreira. Moisés Souza percebeu e ameaçou ou sacou de sua arma, não se sabe ao certo, mas o fato é que outros deputados se envolveram, apartaram os dois e a briga terminou. O episódio deixou uma dúvida, entre tantas outras: Roberto Góes estaria orientado para pressionar aliados de Waldez que estão sendo apanhados na rede da corrupção na saúde a pedirem demissão, ou o governador não tem qualquer liderança sobre o líder de seu governo na Assembléia? Façam suas apostas.

 

Corrupção no Amapá: Os ”governos anteriores”.

Local: Macapá-23/08/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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Discutir a legalidade ou a oportunidade das prisões é uma coisa, atribuir a outros a responsabilidade pela rapinagem que está acontecendo na Saúde Pública do estado, é estupidez. Corrupção tem idade, data de nascimento, endereço e responsável. O assalto aos cofres públicos que está sendo tratado agora começou em janeiro de 2003 sob a responsabilidade do governador Waldez Góes e de seus parceiros, todos amplamente conhecidos. Se quiserem ir buscar fatos que possam ter acontecido nos chamados “governos anteriores”, é uma outra coisa. O que se pretende agora é diminuir os assassinatos em série que vêm acontecendo porque estão levando o dinheiro da compra de remédios e equipamentos da saúde pública e, por falta deles as pessoas estão morrendo. A tentativa de desviar as atenções do foco do problema, sob alegações de que “no tempo do Capiberibe, ou no tempo do Barcellos se fazia a mesma coisa” não faz sentido. Os pobres estão morrendo é agora, pela precariedade do atendimento que desabou desde 2003, exatamente quando a Secretaria de Saúde passou para o controle do PMDB. Isso tem de ser apurado para estancar a sangria. Conseguido esse objetivo, então que se passe a investigar os “governos anteriores”, para levantar irregularidades que possam ter ocorrido por lá. O Ministério Público Federal diz que. nessa leva, mais de 40 milhões foram surrupiados e quer saber para onde foi esse dinheiro. Nós também.

As prisões de sábado eram necessárias?

Local: Macapá-22/08/2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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A Polícia Federal, por decisão judicial, prendeu preventivamente no sábado nove pessoas de alguma forma envolvidas no processo fraudulento de compra de medicamentos pelo Governo do Estado. Precisava? Ontem pela manhã alguém lembrava que os dois direitos fundamentais de todos os seres, ditos inteligente ou não, que habitam o universo, são a vida e a liberdade. A existência não faz sentido sem elas. Então? A banalização das prisões não estaria violando um desses direitos? Começa a passar a impressão de que, diante de tanta impunidade e dos protestos que começam a se avolumar, de repente teria se iniciado um ciclo de “prende todo mundo para ver no que dá”. Não é isso que o povo brasileiro, ou pelo menos uma parte dele, quer. Queremos a lei cumprida por todos, a Justiça julgando pelas provas, inocentando quer for inocente e punindo os culpados,. Não é o que se vê. Até agora os grandes, os principais responsáveis pelo sistema corrupto que preside a política e conduz a administração pública nacional permanecem impunes, dando ordens â nação. Só os lambaris da vida têm sido presos, os peixes grandes não caem nas redes. Uma coisa não pode ser discutida. As ações da Polícia Federal determinadas pelo Ministério Público, apesar de equívocos gritantes que têm sido verificados, fazem bem ao Brasil. Mas além de conter excessos também é preciso ir mais longe. As razões das prisões de sábado apontam para o fato de todos eles, mesmo depois de apanhados na Operação Antídoto e de serem denunciados pelo MPF, continuarem atuando nos mesmos setores de antes, com possibilidades, quem sabe fazendo as mesmas coisas. Então que se prenda o governador Waldez Góes, que mantém os denunciados nos lugares que ocupavam antes, porque enrolado em uma teia de acordos com os “patrocinadores” dessas pessoas, sem ter condições nem forças para romper com eles. Quem quiser acreditar que essas pessoas podem fugir, pode, só não se pode é imaginar que o dinheiro desviado pela maioria delas permita isso. É tudo trocado, dinheiro de ponta de lenço como se dizia antigamente. Os grandes favorecidos pelos esquemas estão além, acima da lei, no reino da impunidade. Há quarenta anos a Justiça não condena um político brasileiro de expressão. Tem um monte deles que enriqueceu através da política e, como diz a ex-senadora Heloísa Helena, “quem usa a política para enriquecer é ladrão”. É bom pensar nisso.

Local: Macapá-18-8-2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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A Polícia Federal efetuou hoje pela manhã nove prisões de denunciados na Operação Antídoto. As prisões, oito em Macapá e uma em Belém, que foram decretadas pela juíza federal Isabela Carneiro, terão a duração de quarenta dias com possibilidade de prorrogação. A ação foi determinada à pedido do Ministério Público Federal por três razões: o poder de articulação dos envolvidos, a possibilidade de fuga e o fato deles permanecerem atuando exatamente onde vinham fazendo antes da primeira Operação e das denúncias. Todos os presos foram encaminhados diretamente para a Penitenciária Central, na rodovia Duque de Caxias. Entrevistado pelo jornalista Paulo Silva, pouco antes das 11 da manhã, o delegado Raimundo Vieira que conduziu a operação, disse que tinha cumprido 70% dos mandados de prisão, isso quando as nove pessoas já estavam presas, o que significa que tem mais gente na relação. Os nomes dessas pessoas não foram divulgados. A relação dos presos é a seguinte: José Gregório Ribeiro de Farias – ex-chefe de gabinete da Secretaria de Saúde Abelardo da Silva Vaz – ex-secretário estadual da Saúde Braz Martial Josafá Rui Deodato Gonçalves de Lima Érika Oliveira de Souza Ornely Rodrigues Sirotheau Flávia Patriny Almeida dos Santos Larissa Macedo de Lima. Em Belém foi preso o empresário Mário Célio Guimarães Pinheiro.

Local: Macapá-15-8-2007
Fonte: Antônio Correa Neto
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MPF denuncia Rosália e Marcos Reategui.

O Ministério Público Federal no Amapá, complementando as informações já prestadas sobre as conseqüências da operação “Antídoto”, informa que ajuizou ação de improbidade administrativa contra 30 pessoas que tiveram a participação comprovada no esquema. Os acusados irão responder por não ter realizado licitações para a compra de medicamentos durante os anos de 2006 e 2007, além do desvio dos recursos públicos destinados à assistência farmacêutica. O MPF pede na ação que sejam ressarcidos aos cofres da União (SUS) e do Estado do Amapá o montante apurado de R$ 40.399.831,95 (quarenta milhões, trezentos e noventa e nove mil, oitocentos e trinta e um reais e noventa e cinco centavos). Além disso, foi pedida indenização a título de dano moral coletivo, a qual não deverá ser menor que o prejuízo apurado aos cofres públicos. Os réus estão sujeitos, ainda, à perda das funções públicas que eventualmente ocuparem, ao pagamento de multa civil, à suspensão dos direitos políticos, além da proibição de contratar com o poder público ou receber benefício ou incentivos fiscais ou creditícios. O MPF revela, ainda, que foram acusados a atual Secretária Estadual de Saúde e o Procurador-Geral do Estado, já que eles teriam contribuído para a contratação de empresas sem licitação e para o posterior pagamento por medicamentos que não foram entregues. Além disso, eles são acusados de dar ordens aos integrantes da CAF para falsificar documentos e encobrir as fraudes que foram detectadas. A seguir, a lista completa dos réus: 1.ABELARDO DA SILVA VAZ 2.ADRIANA FÉLIX GADELHA 3.ANTÔNIO JOSÉ RODRIGUES DA SILVA 4.APARÍCIO AIRES COUTO JUNIOR 5.ARTFIO COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA 6.BRAZ MARTIAL JOSAPHAT, 7.CARLOS ANDRÉ DA SILVA VALENTE 8.DIONE DE SOUZA FERREIRA, 9.EDILSON LEAL DA COSTA, 10.FLÁVIA PATRINY ALMEIDA DOS SANTOS, 11.FRANCK ROBERTO GÓES DA SILVA, 12.GLOBO DISTRIBUIDORA LTDA. 13.GUARACI CAMPOS FARIAS, 14.HAROLDO DA SILVA FEITOSA, 15.HERALDO ANTUNES DA SILVA, 16.HÉRIKA OLIVEIRA DE SOUZA, 17. ITAL SERVICE REPR. IMPORT. E EXPORT. LTDA. 18.IVERLI BAIA DOS SANTOS, 19.JOSÉ GREGÓRIO RIBEIRO DE FARIAS, 20.J.R. HOSPITALAR DO BRASIL LTDA, 21.LARISSA MACEDO DE LIMA, 22.MAJELA HOSPITALAR LTDA, 23.MARCOS JOSÉ REATEGUI DE SOUZA, 24.MÁRIO CÉLIO GUIMARÃES PINHEIRO, 25.NIVALDO ARANHA DA SILVA, 26.ORNÉLY RODRIGUES SIROTHEAU, 27.ROSÁLIA MARIA DE FREITAS FIGUEIRA, 28.RUI DEODATO GONÇALVES LIMA, 29.SANDRA MARLENY PINHO PINHEIRO,30.STÊNIO FRANÇA LOBATO.

*Publicado por Nezimar Borges

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