Deputados dizem não a Marília Góes, e aprovam Ricardo Soares para o TCE

Novo governo!?!
Marília Góes, em entrevista ao programa de rádio o Estado é Notícia (102,9 FM) fala pelos cotovelos e começa provocando a militância progressista do atual governador Pedro Paulo (PP) afirmando que não existe um novo governo, e que ele apenas dará continuidade ao projeto político encabeçado pelo ex-governador Waldez Góes (PDT). “O nosso governo só termina 31 de dezembro deste ano, quem votou no Waldez, votou também no Pedro Paulo”.
Sem transição
Sobre o questionamento de que o ex-governador não teria feito a transição do governo para Pedro Paulo, disse que isso seria uma ofensa, afinal eles estavam governando juntos o Estado. E quem faz parte da equipe deve saber tudo o que se passa. Nisso ela tem razão. Não dá pra dizer que PP não sabia dos problemas.
“A deputada”
Sem rodeios disse ser candidatíssima da deputada estadual, e mais: “não posso ser uma deputada, tenho que ser, desculpe a falsa modéstia, a deputada”. A pretensão, segundo disse, deve-se a história política do esposo, que não pode ser manchada por ela com uma atuação fraca no legislativo.
Sete filhos para criar
Disse que gostaria sim de ser conselheira do TCE porque o salário de lá é bem melhor que o seu de delegada de polícia, e olha que os delegados não podem reclamar do que recebem, em média R$ 16.000,00 por mês. “Não vou ser hipócrita. Quem não gostaria dessa estabilidade? Tenho sete filhos para criar, meu filho!”, provocando os jornalistas. Afirmou, que embora estivesse disposta a assumir a cadeira de conselheira, já sabia que seu nome não seria aprovado na AL. De qualquer forma agradeceu o atual governador pelo que ela chamou de “gesto de confiança”, manifestado na sua indicação.
Não me querem no TCE, na AL nem Câmara Federal
“Recebi um telefonema do Jorginho (dep. Jorge Salomão) e ele me disse que os deputados estão chateados com a minha candidatura. Ora, não quiseram aprovar meu nome para o TCE, não me querem na AL, não me querem na Câmara... assim não dá!”. Falou que vai correr atrás dos votos e que ninguém precisa ter medo, afinal não tem estrutura e vive atualmente do seu salário de delegada e dos vencimentos do ex-governador que é funcionário público. “Só tenho disposição, canela e meus amigos pra correr atrás dos votos”.
*Publicado por Nezimar Borges
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