Descaso: SOS Amapá
A situação do Amapá é dramática.
Nem parece que é o estado que elege o senador mais prestigiado pelo presidente Lula: José Sarney.
O governo do Estado está quebrado. Vejam os exemplos que confirmam a assertiva.
O governo estadual desconta no contracheque do servidor a mensalidade do Seguro de Saúde, mas não repassa há três meses os recursos à seguradora Sul América.
Em vista disso, a operadora comunicou através de correspondência aos segurados que eles não mais seriam atendidos nas clínicas e hospitais conveniados.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados sexta-feira (30), informam que a dengue no Amapá só cresce. No período de um ano houve aumento de quase 100%. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, responsabilizou o governo do Estado pelo crescimento do número de casos no Amapá.
Tem mais.
Diretores de várias escolas estão desesperados porque não estão recebendo repasses para comprar merenda escolar. O jeito é encerrar as aulas mais cedo.
A maior parte do recurso para compra da merenda vem do PNAE (Plano Nacional de Alimentação Escolar), com contrapartida do governo estadual.
Para receber o recurso, o governo deve aplicar corretamente o dinheiro e prestar contas. O dinheiro federal não está vindo porque o governo está inadimplente.
Não acabou.
Falta água no Hospital de Emergências. Isso mesmo que você leu. Familiares e pacientes carregam baldes para necessidades básicas de higiene.
Enquanto isso, o vice-governador, que é o secretário de Saúde, visita a Indonésia.
Além disso, o Amapá sofre um apagão de energia.
A Eletronorte culpa a falida empresa estadual de eletricidade (CEA), que culpa a estatal federal por não ter comprado o diesel a Petrobras a tempo e a hora para abastecer a Usina Termelétrica de Santana.
O apagão imposto aos moradores varia de uma hora a hora e meia pela manhã, à tarde e a noite. O Amapá retornou no atual governo ao tempo das lamparinas.
O mais interessante é que apesar de tudo isso narrado acima, os deputados estaduais tentam revogar o voto de louvor, aprovado por unanimidade, no dia 27 de outubro, ao jornalista Palmério Dória, autor do livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, que será lançado em Macapá no dia 6 às 19h00min no Restaurante da Celina.
A maioria alega que votou antes de ler o livro. Só depois da leitura é que se deram conta que o livro revela as entranhas perversas do clã dos Sarney.
Por isso, tentam reverter à homenagem por um voto de censura ao autor de tamanha aleivosia.
Afinal, eles conhecem o vigor da chibata do buana.
*Publicado por Nezimar Borges
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