E se o Fórum fosse de direita?
Local: Macapá - 05/02/2009
Fonte: Ademir Pedrosa
Link: Diversos |
Essa
é a pergunta comparativa formulada por Yashá Gazzalli
em seu blog. Eu respondi, mas ele anda brincando de pata-cega, camoney,
esconde-esconde e de 31 alerta em seu universo lúdico e presepeiro.
Inventou um defeito no dispositivo da sala de comentários do
seu blog, que todas as vezes que um comentário lhe é
desfavorável, a geringonça fica baratinada e só
registra aqueles cujas palavras são para lhe ovacionar.
Yashá parece um ventríloquo que ri de um lado enquanto
rosna de outro. Regozija-se com os aplausos, mas qualquer sinal de
crítica ele se fecha em copas e sai pela tangente, às
esconsas. E acredita que pode dissimular (ou simular?) a seu bel-prazer.
A tréplica que respondi aos seus ataques, durante o período
que ficou na página principal do seu blog, houve um “colapso”
nas salas de comentários impedindo o leitor de expressar ali
sua opinião. Agora que minha “Tréplica”
declinou da pagina principal – abracadabra! –, o sistema
se restabelece, ainda que de forma lenta e gradual. Lembra da democracia
do Figueiredo? Pois é...
Há uma coisa que de fato me aborrece. É quando sou
tomado por burro, quando me botam sela e antolhos. Dou coice. Empaco
em meu lugar, e daqui ninguém me tira. Fico birrento e metido
a besta. E relincho escandalosamente. Não darei trégua
ao Yashá. E de nada adianta ele recorrer à síndrome
do avestruz que, para se proteger das ameaças, envia a cabeça
no buraco. Esquece, porém, que seu traseiro exposto está
ao alcance de quem quiser passar a mão.
Se o Fórum fosse dirigido por direitistas? Não consentiria
minha filha ir. Mesmo porque ela não estaria disposta a usar
suástica, muito menos capuz da KKK. Já imaginou? Sim.
Imagino o Yashá no comando de uma tropa de reaças, disposto
a revidar os estragos do McDonald´s praticados pelos baderneiros
do Fórum gaúcho. Ia afrontar primeiramente os camelôs,
escórias que denigrem (eles adoram a palavra fascista) a imagem
do capitalismo com o tal do comércio alternativo chinfrim.
Ia botar os vadios pra correr. A limpeza das ruas de Belém
das corjas dos desocupados é uma utopia. Travestir Belém
numa Davos suíça, hiléia tropical surrealista,
é utopia também. Por último, pra finalizar, ia
ao acampamento dos vagabundos dos sem-terra e soltava uma bomba de
efeito jocoso – CABUM! Ia matar todo o mundo de rir. Ia achar
(desculpe o trocadilho, não resisti) divertido a panacéia
desvairada.
Yashá, você não é reacionário.
Você é apenas um garoto travesso que costuma morder a
nádega do priminho, e quando a vítima vai abrir o berreiro,
você assopra o lugar mordido para lhe abafar o choro. Você
bateu, mordeu, esfolou, tripudiou... Agora vem “assoprar”
o dodói? Yashá, você é o homo sapiens mais
lírico que conheci. E outra, a Madre Tereza de Calcutá
se comparada com o seu pudor, é uma harpia devassa. Honestamente,
dá uma preguiça explicar o óbvio ululante...
PS – Eu me ponho antolhos se tu és homem de publicar
o que vai acima. Mesmo porque tu ainda não atingiste a virilidade,
tu és ainda um adolescente. O dicionário do MEC registra
que a adolescência é o estádio entre a puberdade
e a virilidade, que compreende a idade de 14 aos 25 anos. Como te
falta pouco pra sair da puberdade, pois já tens a avançada
idade de 25 anos, que tal então experimentar a estréia
dignamente? Publica. Eu du-vi-de-o-dó! Eu continuo a acreditar
que nossa cordialidade vencerá nossa animosidade. Depende de
ti, eu continuo firme com os meus propósitos, disposto a sentar
à mesa pra degustar do vinho que tu propuseste. Quanto à
cozinha italiana, eu também aprecio. O italiano Dom Francisco
Miccione foi quase um pai pra mim. Vivi em meio a sua família
e aprendi a gostar de macarrão, e se demorasse mais –
ecco! – era bem capaz que eu falasse italiano. Ciao.
*Publicado por Nezimar Borges
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