Janete defende transparência nas contas públicas
Local: Brasilia - DF - 11/03/2009
Fonte: Sizan Luis Esberci
Link: Diversos |
Brasília, 09/03/2009 – Em discurso
na Câmara dos Deputados, a deputada federal Janete Capiberibe
(PSB/AP) considerou que “é um comportamento absolutamente
correto,ético e democrático que faz parte da minha vida
política” a transparência nas contas públicas.
Em abril, toda movimentação da verba indenizatória,
até o valor de R$ 15 mil mensais, que os deputados federais
e senadores tem direito mensalmente, terá as notas fiscais,
que justificam o ressarcimento, publicadas na Internet. Desde a criação
da verba até este mês de março, o valor é
divulgado por área onde é gasto, como divulgação
e transporte, por exemplo.
A deputada Janete lembra que a transparência nas contas públicas
foi instituída em 2001, pelo governador João Capiberibe,
nas contas do governo do Amapá. Como é uma determinação
legal, até hoje as contas do governo do Amapá são
publicadas na Internet. Logo depois, o projeto de lei 217/2004, apresentado
simultaneamente pela deputada Janete e pelo senador Capiberibe na
Câmara e no Senado, pretendeu levar a transparência nas
contas públicas em todo o país. O projeto foi aprovado
em 2004 pelo Senado Federal e está pronto para ser votado pelo
plenário da Câmara.
“Tenho certeza que esta Casa está preparada para democratizar
a transparência das contas públicas, em todos os entes
federados, em todo o orçamento formado pelos impostos de cada
cidadão, de cada contribuinte. Nosso compromisso com a ética,
a transparência, a honestidade e a lisura na administração
dos recursos públicos não pode ser limitada”,
defendeu a socialista no plenário da Câmara.
Leia abaixo a íntegra do discurso:
“A SRA. JANETE CAPIBERIBE (Bloco/PSB-AP. Pronuncia o seguinte
discurso.) - Sras. e Srs. Parlamentares, a partir do mês de
abril, a transparência na movimentação da verba
indenizatória que nós, Parlamentares, temos direito,
será ampliada. Os cidadãos e cidadãs poderão
acessar as notas fiscais que comprovam o valor que nos é ressarcido.
É um comportamento absolutamente correto, ético e democrático
que faz parte da minha vida política.
Em 2003, eu e o Senador João Capiberibe apresentamos, simultaneamente,
na Câmara e no Senado, o Projeto de Lei Complementar nº
217, de 2004, o projeto Transparência, aprovado por unanimidade
no Senado Federal, nas Comissões e no plenário.
Essa iniciativa já fora tomada em 2001, pelo então Governador
João Capiberibe, que tornou públicas, em tempo real,
na Internet, as contas do Governo do Amapá.
Nós, Parlamentares, já manifestamos nossa vontade de
instituir a transparência nas contas públicas e já
demos passos importantes para isso desde que foi criada a verba indenizatória
e, agora, quando ampliamos o acesso às notas fiscais.
Quero dizer a esta Casa que instituir em lei a transparência
nas contas públicas provará que esta não é
apenas uma vontade transitória, movida por escândalos,
mas um compromisso desta Casa com a sociedade brasileira.
O Projeto Transparência, que já foi aprovado por unanimidade
no Senado e está pronto para ser votado pelo plenário
desta Casa, é um antídoto à corrupção
porque institui a transparência em todas as contas públicas.
Vou repetir o que venho falando nesta Casa desde a apresentação
do projeto no Senado e na Câmara.
Não há limitação técnica ou outro
empecilho à adoção do Projeto Transparência
pelas Prefeituras, Estados e União.
Há prazos para sua implantação, e a total informatização
das administrações públicas é coisa de
pouco tempo, como ferramenta indispensável ao bom desempenho
das suas funções.
União, Estados, Distrito Federal e Municípios com mais
de 100 mil habitantes terão um ano para implantar o Projeto
Transparência; os Municípios com população
entre 50 mil e 100 mil habitantes terão até 2 anos para
colocá-lo em funcionamento; os municípios com menos
de 50 mil habitantes deverão implantá-lo em até
4 anos a partir de sua aprovação e sanção.
A partir daí, toda a receita — arrecadação
— e toda a despesa — gastos — estarão acessíveis
pela rede mundial de computadores. Quando o órgão público
confirmar sua intenção de compra e pagamento, com expedição
da chamada nota de empenho, a informação será
publicada na Internet. O cidadão brasileiro poderá saber
o nome do fornecedor ou prestador do serviço, a descrição
detalhada, as quantidades adquiridas, os custos unitário e
total do produto ou serviço.
Aprovar o Projeto Transparência é vontade de toda a sociedade
brasileira refletida nesta Casa. Governo e Oposição
deram manifestações favoráveis à sua implantação
com força de lei. Entidades da sociedade civil se manifestam
abertamente pela sua adoção. As Frentes de Combate à
Corrupção consideram a proposta prioritária,
assim como o meu partido, o PSB.
Nesta Casa conversei pessoalmente com cada Líder de partido
e cada Líder de Bloco Parlamentar para a aprovação
do projeto que se encontra pronto, à disposição
da Mesa, desde 2004.
Dirijo-me a cada um dos colegas. Nós já debatemos e
aprovamos no Senado e nas Comissões desta Casa.
Esta Casa torna concreta nossa vontade publicando, de modo idêntico
ao projeto Transparência, os gastos com a verba indenizatória.
Por isso tenho a certeza de que esta Casa, a Câmara dos Deputados,
está preparada para democratizar a transparência em todas
contas públicas, em todo o orçamento, de todos os outros
Poderes da República e, de uma vez, em todos os Entes Federados.
Tenho certeza que a Câmara dos Deputados dará essa grande
contribuição ao povo brasileiro. Nosso compromisso com
a ética, a transparência, a honestidade e a lisura na
administração dos recursos públicos não
pode ser limitada.
Peço, Senhor Presidente, a divulgação deste meu
discurso nos órgãos de comunicação desta
Casa.
Muito Obrigada.”
*Publicado por Nezimar Borges
|