O "nosso" oligarca e a crise do capitalismo
NÃO PRECISA ser especialista para fazer uma previsão futurista sobre o caminhar da carruagem da espécie humana na terra. A olhar sobre o pretérito da humanidade, e a fazer uma análise concreta do que se passa no presente, fica óbvio o destino a ser traçado pelo próprio homem a terminar num ponto não satisfatório para muitos desses no presente. Há escolhas a se fazer, e ainda é tempo, para se destinar o futuro da humanidade. Aqui e agora, no presente, há dois caminhos a se seguir: de um lado estará o sentimento individualista do ser humano e de outro lado estará a compreensão dos problemas (causas e conseqüências) e deste estará a solidariedade coletiva. Para ser mais evidente, ou o futuro com o capitalismo ou o futuro com o socialismo. Sobre o primeiro e a crise que por si se passa e, a comentar sobre o artigo de hoje do oligarca maranhense quando discorre sobre os vários “problemas” sem mencionar na palavra crise e muito menos sobre a outra representativa das mazelas deste mundo, o capitalismo. O oligarca tece no seu texto uma bela didática sobre o que acontece com a fome no mundo globalizado de hoje, sem nunca mencionar, como foi dito, as causas da dessa disparidade alimentícia que atinge milhões de seres humanos, principalmente nos países mais pobres.
Há de se não concordar com o caudilho maranhense quando diz “Não são raras as associações utópicas de um mundo sem limitações nem diferenças, a busca da igualdade e, para usar uma síntese antiga, da fraternidade.” Esse mundo que almejamos, e com certeza, não são raras as pessoas que pensam na equidade humanitária como fator real de solidariedade. Mas quando diz ser utópica essa busca, pode até ser, ou talvez. Por hora, muitos como ele acredita ser utópica essa vivencia em solidariedade. Mas fica óbvio o viés do seu pensamento, pois acreditamos que nessa sistemática capitalista haverá um momento de caos inimaginável e que, o que por hora ser utópica haverá noutro momento de ser majoritariamente viável. E que a utopia imaginada por Tomas Morus deixará, para eles, de ser uma ilusão fantástica.
Há de se dar destaque para o que acontece com a escassez de alimentos - a fome. Fruto das disparidades sociais que tanto reclamam os humanistas deste mundo. E para se entender e a melhorar a compreensão de mundo e sua conseqüente valorização, é preciso verificar a evolução da espécie humana. Sua histórica evolução com a natureza que por milhões de anos o homem foi subalterno a ela e quando evoluiu epistemologicamente passou a ser o contrário. Agora, a natureza é que é subjugada e subalterna às vontades do homem sempre ávidas por mais lucro em detrimento das valorizações naturais e da harmonia que tanto se têm falado. Se compreendido pelo homem, do seu papel na evolução, de onde veio e para onde está indo, acredita-se que terá mais sensibilidade e compreensão com o seu futuro e com a sua espécie.
Mas que entender a existência humana na terra, é preciso corroborar para a satisfação do bem estar de todos na busca por um bem comum. Neste aspecto acreditamos que é preciso se construir um estado forte controlador e humanista capaz de satisfazer os anseios populares, principalmente dos mais pobres. O estado deverá, através de políticas publicas educativas, ter o controle direto na taxa de natalidade. Pois achamos inadmissível uma família pobre ter doze filhos, por exemplo. A explosão demográfica e sem controle causa desequilíbrios em vários aspectos e, um dos mais relevantes é o ambiental. Pois como alimentar uma grande massa de pessoas? Haverá de derrubar, cada vez mais, para o plantio. E como dizia Malthus que no capitalismo neoliberal, principalmente do estado mínimo, afirmava ele, que o crescimento populacional funcionava conforme uma P.G( Progressão Geométrica ) esta em crescimento, do ponto de vista matemático, muito mais acelerado; e a produção de alimentos, ainda com todas situações favoráveis só podem alcançar o crescimento em forma de uma P.A(Progressão Aritmética} muito mais lento. Dentro desta analise de Malthus, comprovadíssima por sinal, que chegamos noutra analise: Que sempre irá ter problemas da fome no mundo enquanto houver ricos e pobres e que somente a implantação do Socialismo é que teremos uma chance de se chegar a uma fraternidade com solidariedade tão almejada por todos os socialistas.
Portanto haverá sempre os demagogos a propalar, principalmente em anos de eleições que, irá resolver os problemas dos mais carentes e sedentos por mais qualidade de vida. Mas como conseguir se na sistemática questionada 10% dos mais ricos brasileiros detém 75% de toda a riqueza produzida no país? Ou como melhorar a vida da maioria se sempre, nesse sistema, haverá poucos ricos e muitos, mas muitos pobres?
*Publicado por Nezimar Borges
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