O "nosso" oligarca e a democracia brasileira
A nossa democracia está distante de um patamar aceitável do ponto de vista da equidade social e mais próxima de uma iniqüidade o qual é sentida pela maioria do povo brasileiro. A filosofia que predomina nesta sociedade que é a máxima de “tratamento desigual para desiguais” quando numa democracia planificada seria “tratamento igual à desiguais”. Embora a democracia seja o sistema aceito pela grande maioria da população, ainda assim, se faz necessário dizer que ela não se consome com o tratamento de objeto ímpar, muito pelo contrário, a democracia plena é inerente a objeto par às dita questões da já mencionada equidade social. O que se quer dizer é que a democracia por si só, ao contrário do que a classe dominante propala, não satisfaz a grande população dos seus anseios por direitos de igualdade em toda a sociedade. É comum pessoas de bem dizer, o que não é de maneira nenhuma uma falácia, que pessoas com um poder aquisitivo exacerbado nunca sofrerão o rigor da lei tanto quanto àquele desprovido de bens financeiros ou materiais. Costuma-se, sempre dizer que nesta “democracia” à brasileira, as leis, com o perdão das palavras, serem inexorável somente para PRETO, PUTA E POBRE. Com estes a lei é traduzida e aplicada com rigor quando que na verdadeira democracia a lei deveria ser aplicada para todos: rico, pobre, preto, branco, amarelo, índio...O que não acontece na maioria dos casos no Brasil.
Neste aspecto democrático, há ainda, o ilusório pensamento popular que versa a dizer que a verdadeira democracia é somente e plenamente completada pelo sufrágio eleitoral. Esquecem que a democracia é irmã siamesa da cidadania. Sem a última a primeira não existe e, no Brasil, difícil se levar cidadania a grande massa de oprimidos. O que se conclui que a verdadeira democracia não existe para a grande massa do povo brasileiro. Pelo menos para aqueles 70 milhões que sente no corpo a necessidade básica de se alimentar. Onde em um dia tem o que comer no outro não, um dia sim outro não e assim vão levando a vida sem dignidade, mas sobrevivendo e o que é muito importante para eles.
Então como ser um país verdadeiramente democrático se as desigualdades sociais são enormes e há todo um abismo entre poucos ricos e uma grande massa de pobres? Há de se fazer uma reflexão crítica sobre esse “apartheid” social no Brasil.
No artigo de hoje do “nosso” oligarca maranhense, ( aqui para ler>> ), onde menciona a soberania do país e do papel do regime democrático de direito. Na sua imodéstia conjectura, destaca o papel harmonizador e fiscalizador do Judiciário brasileiro, fielmente complementado na Carta Magna federal, e da harmonia entre a tríade do poder no Brasil. Assim, e, com efeito, será que ele concordaria com os argumentos ora exposto, parágrafo acima? Acreditamos que não, pois ele é o objeto que mais usufrui dessas desigualdades sociais ora questionados. No entanto prega demagogicamente a independência do judiciário a julgar com autonomia os excessos cometidos pelos poderes e por setores da sociedade, imprescindível, segundo ele, para a democracia brasileira. Ele sempre age nas sombras dos fatos reais e, sua retórica vai à contramão de suas atitudes invisíveis e atrozes. Pois, para se ter uma idéia, a lembrar, a ingerência do oligarca em questões que lhe eram perturbadoras. E, sobretudo, verdadeiras críticas à sua postura de político tupiniquim. Usou sua influência no judiciário e no legislativo e muitas e muitas vezes no executivo sempre em favor de seus interesses. Foi assim em perseguição a jornalistas amapaenses nas eleições de 2006 e no processo de cassação do mandato de senador de João Capiberibe, onde figura como o algoz da usurpação do mandato do senador socialista. Se a verdadeira democracia de direitos, àquela atrelada a cidadania, fosse primazia das instituições, hoje, indubitavelmente, o oligarca estaria à mercê da historia política brasileira. Alijado, sim, pois muito de seus interesses não estaria lhe sendo corroborado causando tantos males a republica brasileira.
Para finalizar, é importante mencionar para nossos jovens o papel suporte e sustentador do maior oligarca da cena política brasileira. Atrofiando as instituições e posando de estadista, quanto que, sua figura representa o atraso do atraso do atraso principalmente para aqueles 70 milhões de brasileiros que passam necessidades, pois o conhecimento e principalmente a informação ainda não bateram as suas portas. Não sabem o que de real representa essa figura para suas vidas e, ainda assim têm dado voto de confiança ao oligarca, o que justifica através de estatística de pesquisas eleitorais o grande número de eleitores, deste em questão, terem apenas o ensino primário da 1ª a 4ª série. Foi assim em estatísticas das ultimas eleições no Amapá. Quando o Brasil inteiro se questiona como essa figura, um filhote já adulto da ditadura militar, ainda se sustentar através do sufrágio universal, levando a opinião pública nacional a nos “difamar” com o estereotipo de “fazendas de burros do oligarca maranhense”.
*Publicado por Nezimar Borges
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