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O "nosso" oligarca e o Aedes aegypti

Local: Macapá - 11/04/2008
Fonte: Nezimar Borges
Link: http://correaneto.com.br/

A cada ano com a chegada de épocas chuvosas sempre crescem os casos de dengue em todo o Brasil. Nesse ano o expoente nos noticiários é a cidade do Rio de Janeiro. Mas não pense que a intensidade maior de casos da picada do Aedes aegypti seja a da cidade maravilhosa. Assim como lá, outras capitais e cidades do interior de todo o Brasil sofrem com a mesma intensidade de casos, talvez, até mais intenso que o do Rio. Está última por ser a cidade maravilhosa, que aos poucos vem se tornando a cidade inóspita do mosquito da dengue, causa mais impacto nos noticiários e, indubitavelmente, com isso, vende mais jornais e chama mais a atenção do publico e principalmente de políticos demagogos que tentam posar de grande “resolvedor” de problemas da população, tendo na ponta da língua uma a solução para tudo. Quando vê se que na pratica agindo na contramão dos interesses da população.

Todas as sextas é sempre bom fazer um contraponto do que diz o oligarca de nossos irmãos maranhenses em artigo de hoje para a Folha (aqui). Como sempre, tenta dar solução e conselhos para seus “chegados” políticos e chega a relembrar e a fazer um histórico da evolução da doença no decorrer do ultimo século. Mas é importante saber o nefasto papel – somente em relação a dengue - do oligarca na obstrução de ações a favor da grande população tanto lá no Maranhão como cá pelos lados tucujus – o Amapá. Senão vejamos: o atual governador do Maranhão, Jackson Lago, fez apelo à bancada federal em Brasília para que ajudassem a canalizar verbas do orçamento para a resolução de vários problemas daquele estado e nesses, o de saúde publica. A preocupação do governador é com o avanço do número de surgimento de casos de dengue, talvez até maior de casos proporcionalmente aos casos do Rio. Mas como se sabe e como de praxe, o oligarca além de não mover uma palha em favor dos maranhenses ainda obstrui qualquer ajuda aquele estado. Influência política, para isso, ele têm. O que mostra a verdadeira face de sua demagogia em relação ao seu verdadeiro sentimento às populações. Embora na teoria o discurso afinado de ajuda e contribuição para resolver os problemas desse tipo, ainda assim, mascara na pratica a contemporização de suas ações na contramão dos interesses da grande população. Nessa “rixa” política quem acaba sofrendo é a população, que carece de recursos para o combate à proliferação do mosquito. Como se vê da “boca pra fora” o discurso é conciliador e contribuídor, quando na pratica a direção é outra. Postura típica de políticos tupiniquim e de oligarquias o qual não interessa a satisfação popular quando no executivo está seu adversário político.

Veja o que diz, sobre a dengue, o oligarca para o JB de hoje:

"Diante da catástrofe que se multiplicou sob os olhares complacentes das três esferas de governo, não há mais tempo a perder. É hora de os políticos deixarem de lado questiúnculas pessoais e cuidarem do inimigo comum: o Aedes aegypti."

Essa postura do caudilho maranhense é histórica e corriqueira sempre que no poder está seu adversário político. Há outros casos de suas ações em desfavor da população. Vou destacar o caso do ex-governador Rinaldo Tavarez que a época rompeu com a oligarquia maranhense, o que causou o ódio do oligarca, e se viu um cerco político nunca visto no Brasil. O maranhão passou três anos quase que sem ter verbas da bancada maranhense para aquele estado. Tão era a influência daquele político, o que fez o então senador da republica João Capiberibe disponibilizar toda sua presteza e ajuda ao povo maranhense, denunciando no senado o cerco do oligarca ao povo maranhense.

Portanto, para finalizar, é importante mais uma vez destacar os avanços da sociedade cubana nas questões de saúde pública. Sociedade em que as oligarquias foram todas subjugadas e exterminadas. Em cuba foram registrados há três anos quase 300 mil casos de dengue. E o que fez a revolução sobre isso? Fidel mandou acabar com o mosquito. Como? Doentes foram tratados e isolados para evitar, assim, a propagação. E quem se recusava a manter um mínimo de higiene: lixo no seu devido lugar, quintal limpo; caixas dáguas sempre vedadas..., e, quem se negava a contribuir eram presos imediatamente. A revolução fez com a força o que deveria ser feito nesses casos para estancar a complacência humana. Resultado: depois de quase três anos não se tem um caso se quer de dengue em Cuba. O mosquito junto com a doença foi erradicado!

 

*Publicado por Nezimar Borges

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