O "nosso oligarca e o "sinhô dotô"
Há outras questões a se lembrar para difundir e fazer um paralelo ao que diz o “nosso” oligarca hoje em seu artigo. ( ler aqui>> ). Sobre essas, a se pensar, nos faz ensejar o verdadeiro significado, a verdadeira valorização da espécie humana para resolução de certos problemas de saúde que perturbam o “bem estar social” de muitos amapaenses e brasileiros: O compromisso da classe médica e o bom exemplo da saúde cubana.
A saber, não somente no nordeste, mas também em toda a Amazônia brasileira o médico é estereotipado de “sinhô dotô”. Mas o importante é não deixar de questionar o compromisso assumido pela classe médica em seu momento de formação final no Brasil. Pois se sabe que quase a totalidade de médicos formandos vem das classes alta e média alta. O que faz, acredito eu, esses médicos, em sua maioria, postergarem suas responsabilidades, não dando a mínima importância para com o seu juramento afirmativo de compromisso de ajudar o próximo, independente de questões financeiras e de questões de classe social. O status que a sociedade o confia o leva, talvez, a dar maior importância para bens materiais: casa-mansão , carro do ano; viagens a europa... como toda elite que se preze. Almeja desfrutar dos bens do capitalismo que só ele proporciona aos mais destacados no topo de sua pirâmide, esquecendo-se de seus compromissos assumidos em seu juramento. O “nosso” oligarca, apesar de não ser medico, vem de formação jurídica o qual serve, também, a esses questionamentos. Afinal, ele “sinhô dotô” dos nossos irmãos maranhenses, é o fiel defensor dessa elite que não dá a mínima valorização aos mais necessitados. A se mencionar somente um exemplo, de milhares que se tem do “nosso” oligarca, a respaldar e a embasar o que digo: a ultima ação dele de trabalhar e a pedir ao presidente Lula o veto de dois artigos de uma lei que atingia em cheio o seu amigo banqueiro ex-todo poderoso e ex-dono do Banco Santos. Este (banqueiro), na iminência desses artigos serem aprovados, perderia sua mansão avaliada em milhões de dólares. Mas o Zé do Maranhão tratou de trabalhar para que o seu fiel amigo não perdesse sua “humilde” casa domiciliar.
Outro exemplo a embasar e a respaldar sobre o descaso de muitos “sinhôris dotoris” com as pessoas mais pobres, dita pela grande maioria deles como “gentalha”, vem de um caso que presenciei em um hospital publico do estado: um senhor já com seus elevados 65 anos de idade, perambulou pelos hospitais e pronto socorro com grande dor no abdômen, passando pelas mãos de três médicos brasileiros-amapaenses o qual não resolviam o problema da grande dor do ancião. O máximo que receitavam era remédio para contrapor a sua intensa dor. Seus familiares já cansados das “baboseiras” que os médicos de Macapá falavam e receitavam, resolveram, então levá-lo para o hospital publico de Santana, município que fica a 12 quilômetros da capital. Chegando lá foram atendidos e surpreendidos por um medico que falava “portunhol”. Surpresos com o atendimento daquele medico que, imediatamente tocou quase que todo o corpo do paciente, diferentemente da ojeriza dos médicos brasileiros amapaenses em tocar seus clientes e a conversar mais profundamente. Aquele paciente já havia passado por outros médicos que só o olhavam e receitavam sem resolver o problema. Imediatamente, disse imediatamente, aquele médico diferenciado levou o ancião para operar no mesmo dia. E para a surpresa dos familiares, outro médico ainda falou para este que falava “portunhol” - que queria operar no mesmo dia - que poderia deixar para operar no próximo dia, ou seja, no outro dia. Mas o medico já experimentado não deu ouvidos ao seu companheiro de profissão e operou o ancião naquele mesmo dia. Para mais uma surpresa dos familiares, o problema do patriarca era gravíssimo e, se não houvesse operado naquele dia talvez não estivesse contando essa História. Mas o que logo vem à cabeça é saber quem era aquele médico diferenciado dos outros. Já que falara “portunhol”. Que nacionalidade pertencia? Era um raro medico da humanista sociedade cubana atuando em terras tucujus.
Não poderei deixar de destacar o grande esforço que fez o socialista e humanista João Capiberibe para trazer de Cuba quase 60 médicos cubanos em 1999. O seu esforço e o seu desejo de ajudar os mais pobres amapaenses foi barrado pela “nossa” elite tucuju crostada em mandatos eletivos no legislativo estadual. Pois esses (cubanos), além de serem excelentes profissionais são, sobretudo formados em uma sociedade humana muito diferente da que estamos inseridos, talvez por isso serem tão destacados em seus afazeres, alem de suas formações serem da mais alta qualidade médica reconhecida pela ONU e pelo mundo. O que eles fazem nenhum medico brasileiro o faria: deixar sua regalias do conforto das grandes cidades para atuar, por exemplo, no interior desses brasilis, casos de localidades como Cupixi, São José do Pacuí, Amapá, Oiapoque....
Para finalizar, também não poderia deixar de mencionar a grande contribuição que a Revolução Cubana proporciona à Revolução Bolivariana de Hugo Chaves. Lá como cá aconteciam os mesmos problemas discorridos acima. Médicos ditos de elites não manchariam os seus “status” de subir o morro venezuelano e trabalhar a saúde de “gentalhas” das favelas carentes. Pois seus compromissos eram (e o é ) somente com o capital e, seria um perigo se misturar com os discriminados favelados. No entanto a Revolução Venezuelana trouxe para a ordem dos últimos oitos anos naquele país pouco mais de 60 mil médicos cubanos a trabalharem em todas as favelas de Caracas e do interior do país. Problema resolvido. Hoje o cidadão venezuelano apesar de todas as ações dos reacionários de boicote a revolução e aos mais pobres, ainda assim, aquele cidadão sente na pele as ações humanistas de seu grande líder.
*Publicado por Nezimar Borges
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