O "nosso" oligarca e os grampos
“Exagerado no ataque, fraco na defesa” esta era uma das chamadas de capa da pragmática revista Veja de março de 2002 sobre o caso da empresa Lunus, de propriedade da filha do oligarca maranhense, até então cotadíssima para suceder o então presidente neoliberal Fernando Henrique Cardoso.
A discorrer sobre o artigo do caudilho maranhense para o jornal Folha de S. Paulo, última sexta feira, na qual fala sobre a “banalização” dos grampos, tanto utilizada na esfera do judiciário, quanto nos círculos privados. A se contrapor o oligarca, é preciso se fazer uma defesa da grande e eficiente utilização dessa ferramenta no combate aos inúmeros casos de corrupção em todo o Brasil. No judiciário, no executivo, no legislativo e em casos de espionagem industrial, se pega tubarões a sardinhas com a boca na botija, literalmente. E, diante dos fatos, não há como justificar tanta corrupção, principalmente dos que deve zelar pela boa utilização do erário – os políticos.
De norte a sul, cada vez mais surge casos sobre corrupção. A última do momento, o escândalo ALSTON no governo tucano de Jose Serra em São Paulo, ou o escândalo da outra tucana Ieda Cruzius no Rio Grande do Sul, ao que parece está envolvida em corrupção com empreiteiras. Apesar de a grande mídia proteger esse partido, o PSDB, ainda assim, essa mídia, para não ficarem a mercê de outros meios alternativos, os quais saem na frente no furo da cobertura desses escândalos, imprimem apenas pequenas notas de rodapé, ou saem com pequenas entre-linhas sobre a corrupção tucana. Ai se faz o questionamento: Será que todos esses casos e outras variabilidades de casos de corrupção teriam vindo a público se não tivesse esse grande e eficiente aparato investigativo que são os grampos?
Há de se fazer ressalvas sobre a utilização dessa ferramenta no combate a corrupção. Que não se deve utilizá-la politicamente ao interesse dos políticos de plantão para desestabilizarem seus adversários. As investigações devem ser levadas indistintamente a quem quer que seja e não serem usadas implacavelmente contra adversários e ser conivente com aliados políticos. Cito para ficar claro, o caso do tubarão que caiu na malha fina dessa ferramenta, o filho do oligarca maranhense. Se não tivesse “ligações perigosas” ou ligações intimas com o Planalto, com muita certeza suas conversas comprometedoras teriam vindo ao público sobre a lavagem de dinheiro para campanhas políticas no Maranhão nas últimas eleições. Esse tipo de “blindagem” é que se deve denunciar. Não somos todos iguais diante da lei?
Direitos individuais de privacidade devem ser protegidos, mas não para aqueles que estão fora da lei e que são nocivos à sociedade. Devemos nos esforçar e marchar juntos na defesa dessa ferramenta, pois aqui e acolá surgem pessoas, especialmente políticos querendo pôr mordaça nas instituições que cuidam de tornar público o que é mais deplorável – a roubalheira de recursos públicos.
Artigo do Oligarca aqui>>
*Publicado por Nezimar Borges
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