Parentes do governador Waldez Góes suspeitos de desvio de recursos
Recebi em mãos um dossiê com cópias de documentos oficiais que mostram o histórico de uma denúncia feita pela presidente do Caixa Saúde do HE (Hospital de Especialidades, trouxe a público um suposto golpe aplicado por parentes do Governador Waldez Góes, naquela unidade. Imagem: A presidente do Caixa Saúde registrou em Boletim de Ocorrência a queixa
O ano era 2005. Em agosto, José Bento Góes - primo do governador Waldez Góes- recebia um ofício assinado por Fernando Fernandes, gerente do Banco do Brasil, agência Buritizal. O teor do documento era acusatório e pedia a devolução de R$ 30.913,15, que nas palavras do próprio gerente haviam sido "depositados de forma espúria na conta 5053-9, titulada por A. Santos de Moraes, da qual V. Sa.(José Bento Góes) é procurador." o documento subscrito pelo gerente de agência e pelo gerente de expediente diz ainda o seguinte:" Levamos ao Vosso conhecimento de que o ofício n. 20/04-HE de 17.05.2005, apresentado por V.Sra. neste Banco em 17.05.2005, foi questionado pelo titular da conta n. 47536-X, da agência 4544-9 Marco Zero, cujo titular é a Caixa Saúde/Hospital Especialidades e submetido a perícia técnica, que concluiu pela falsificação das assinaturas contidas no documento." Imagem: Ofício do Banco do Brasil exigindo a devolução do dinheiro 
O saque em dinheiro havia sido feito em maio daquele mesmo ano. Para sacar foi apresentado um documento autorizativo, era o ofício n. 20/04-HE. Exames grafotécnicos feitos na Politec e fora do estado teriam mostrado que as assinaturas no documento autorizando a transferência do dinheiro, tanto da presidente do caixa saúde do HE, quanto da tesoureira, eram falsas. O Gerente da Agência do banco do Brasil no Buritizal, Fernando Fernandes, mandou averiguar o ocorrido depois que a presidente do Caixa Saúde, Luiza Renata Pinheiro Veiga de Carvalho, compareceu na 6a DP, já no dia 10 de junho de 2005, quando registrou Boletim de Ocorrência, acusando que o saque teria ocorrido sem autorização dos titulares da conta. Imagem: O extrato bancário comprova a transferência
No dia 11 de abril de 2006 foi a vez de outro envolvido, Edivaldo Carvalho dos Santos, prestar depoimento no Ciosp do Congós. Edivaldo é procurador da empresa A. Santos de Moraes, pivô do escândalo. Em seu depoimento, Edivaldo acusa outro parente de Waldez Góes, Carlúcio Mira Góes - filho de José Góes, já falecido, irmão do chefe de gabinete do palácio, Alberto Góes - de ter sido o responsável pela falsificação dos documentos. Ele diz que apesar de não ter nenhuma ligação formal com a empresa ou com o governo, foi Carlúcio que o procurou para que utilizassem o ofício falsificado para receber o dinheiro. A questão é séria e envolve dinheiro destinado à saúde da população, o que faz com que seja necessário um maior empenho no esclarecimento dos fatos. Imagem: Edivaldo acusa outro parente de Waldez de envolvimento na fraude.
*Publicado por Nezimar Borges
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