Pela terceira vez, prefeito de Macapá Roberto Góes
é cassado
Em uma terceira sentença, o prefeito de Macapá Roberto
Góes foi cassado. A decisão foi tomada pela juíza
Sueli Pini (10ª ZE) que já cassou os vereadores Péricles
Santana, Grilo, Charly Jhone e Jaime Perez. A decisão foi publicada
na tarde dessa terça-feira, 03 de março.
A ação de Investigação Judicial Eleitoral
foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral contra
Roberto Góes, sua vice Helena Guerra, Kika Guerra, Mariana
dos Santos Nascimento, Rozana Duarte Cordeiro, Joaquim dos Prazeres
Silva e Maria Edinamar Santos Dantas.
Fato
O fato que originou a ação foi uma denúncia
que chegou à Justiça Eleitoral no dia 03 de outubro
de 2008 de que a residência de Mariana Nascimento estaria sendo
usada como depósito de mercadorias para distribuição
de cestas básicas para fins eleitorais.
Enquanto a equipe de fiscalização do TRE vigiava o
local, havia um carro celta sendo abastecido com mercadorias. Ao seguir
e parar o veículo suspeito, o juiz Rommel Araújo apreendeu
produtos alimentícios, medicamentos, receita médica
e material de propaganda da candidata a vereadora Kika Guerra.
Após investigação, constatou-se que Mariana,
Joaquim e Edinamar possuem vínculo com a vice-prefeita de Macapá,
Helena Guerra. À época, trabalham no gabinete da presidência
da Câmara Municipal de Macapá, no Comitê de Kika
Guerra e no Grupo de Lágrimas, respectivamente.
O Ministério Público Eleitoral utilizou como argumento
jurídico a violação ao art. 41-A, da Lei nº
9504/97. “Os investigados se preparavam para praticar a famigerada
distribuição de cestas básicas em troca de votos,
o toma lá da cá, a vantagem pessoal de obter votos”,
diz trecho da sentença. Ainda segunda a decisão, a suposta
distribuição de cestas foi feita também em benefício
da candidatura de Roberto e Helena.
A defesa de Roberto Góes e Helena Guerra aduziu que não
há nos autos qualquer prova de sua participação
na captação ilícita de sufrágio. No entanto,
a juíza entendeu o contrário. “Há suficientes
e contundentes elementos de prova para se afirmar que os investigados
violaram o disposto nos art. 41-A, da Lei das Eleições.
Todos os fatos, provas e indícios apontam para a confirmação
das condutas ilegais descritas na inicial”, argumenta a juíza
Sueli Pini.
Conseqüência
Ao prefeito Roberto Góes e a sua vice Helena Guerra foi aplicado
multa de 35 mil Ufir, além de ter os diplomas cassados. Além
da multa no mesmo valor, Kika Guerra foi considerada inelegível
por três anos e teve seu registro de candidata cassado. Mariana
dos Santos, Rozana Duarte, Joaquim dos Prazeres e Maria Edinamar foram
declarados inelegíveis por três anos.
*Publicado por Nezimar Borges
|