PMDB se vende por qualquer dois mil réis, afirma Pedro
Simon
Local: São Paulo - SP - 11/03/2009
Fonte: Mauricio Simionato
Link: Agência folha |
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou nesta segunda-feira (9),
em Campinas (93 km de SP), que "a cúpula do PMDB se vende
por qualquer dois mil réis" e que o partido não
tem projeto para chegar à Presidência da República,
mas sim para "conseguir alguns carguinhos".
As declarações foram feitas durante entrevista coletiva
após aula magna realizada pelo senador na abertura do ano letivo
da PUC-Campinas. O tema da aula foi "Fraternidade e Segurança
Pública".
Ao ser questionado sobre a existência de corrupção
nos partidos políticos, ele afirmou que no PMDB o caso é
mais grave do que no PT e no PSDB.
"O problema do PMDB --grave, mais do que os outros--, é
que o PT é um partido que quer chegar ao governo, o PSDB é
um partido que quer chegar ao governo e, no PMDB, a cúpula
se vende por qualquer dois mil réis e não quer chegar
no governo, quer pegar um carguinhos", disse o senador.
No mês passado, o também senador Jarbas Vasconcelos
(PMDB-PE), declarou que existe corrupção no PMDB.
Ainda durante a entrevista, Simon defendeu os nomes do governador
do Paraná, Roberto Requião, do governador do Rio de
Janeiro, Sérgio Cabral, e dos ministros da Defesa, Nelson Jobim,
e da Saúde, José Gomes Temporão, como possíveis
candidatos do partido à Presidência da República
em 2010.
"Candidato é o que não falta. Falta ter um comando
com coragem de fazer isso [lançar candidatura própria]
e não de se vender por qualquer dois mil réis",
disse Simon.
Sobre as declarações de Vasconcelos, de que teria
sua vida investigada por empresa especializada em espionagem, Simon
disse que as denúncias são "muito graves".
"Tem que ser apurado. Principalmente por ele dizer que é
com o mando do PMDB. Ele vai falar amanhã [hoje, no plenário
do Senado] e nós vamos ter que verificar o que está
acontecendo."
Simon disse que o PMDB e o presidente Lula fizeram um acordo para
eleger o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) à Presidência
do Senado e que, dentre estes acordos, estava a eleição
do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) à presidência
de uma comissão no Senado.
*Publicado por Nezimar Borges
|