PSOL em debate
A executiva dos PSOL – Partido Socialismo e Liberdade convocaram seus filiados e simpatizantes a uma reunião (23/02) para discutirem sobre o processo eleitoral municipal que se vindoura. A pauta das discussões e debates se aprofundou em torno das políticas de alianças que o partido deve fazer no pleito que se aproxima. Dentro do partido há duas correntes divergentes: uma em favor de alianças com partidos que, digamos assim, possuem uma coerência partidária ideológica que é defendida pelo ex-deputado e presidente do partido Randolfe Rodrigues. A outra mais radical, não postula nenhuma aproximação com partidos que formam coalizão com o governo central do presidente Lula, ou com o consorcio estadual que reelegeu o atual governador, encabeçada pela figura de uma das lideranças diretivas do partido Marinaldo Malafaia.
Mas as discussões mais acaloradas seguiam em torno da suposta aliança PSOL-PSB, onde os que não defendiam essa aliança usavam o argumento de que o PSB é partido da base de sustentação do governo Lula e que por isso não podem de maneira nenhuma declinar para uma aproximação. Já os que defendem a aliança com o PSB pautavam seus discursos no que é imprescindível fazer alianças para governar o município. O que ficou claro é que dentro do PSOL tem uma corrente de filiados que vieram do PSTU e são extremamente radicais e renegam dialogar com o PSB. Da postura que se viu é de que eles estavam no partido errado, ou seja, caiam em contradição, pois se quer chegar ao poder, mas como vislumbrar de alianças, como chegar sozinho; ou como governar isoladamente um município que está sérios problemas como Macapá.
*Publicado por Nezimar Borges
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