JOÃO CAPIBERIBE é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos" Saiba Mais Aqui>>

Sobre o Casal Capiberibe: Uma fraude e duas vidas públicas de serviço ao Brasil

João Capiberibe: Perseguido indomável

João Capiberibe, Heloísa Helena e Protógenes Queiroz em ato do PSOL contra o desemprego e a corrupção

Carta aberta ao senador Renan Calheiros

Casal Capiberibe: Dois seres preciosos

O  caso da cassação de Capiberibe:  Passo a passo de uma farsa

Carta aberta a Carlos Veloso

João Capiberibe explica o projeto Transparência ao procurador-geral da República

João Capiberibe é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos"

João Capiberibe recebe Maior Comenda do Acre

AMAPÁ, Fim do desenvolvimento sustentável

05/11/2002

Acabou o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, com a derrota dos partidos políticos que o colocaram em prática no Estado? Esta é a pergunta que Mary Helena Alegretti faz, num artigo no jornal Folha do Amapá. Waldez Góes, do PDT, suplantou tanto a governadora Dalva Figueiredo, do PT, que ocupou o cargo quando o antigo titular, João Alberto Capiberibe, se desincompatibilizou para concorrer a uma das duas vagas ao Senado em disputa (conseguiu, mas com uma votação bem inferior à prevista), como o próprio candidato de Capi, lançado pelo PSB.

A ameaça já era visível quando Dalva, que ocupou a vice-governadoria graças à aliança entre PT e PSB na eleição passada, logo se distanciou do seu antecessor, sepultando a esperança de que a coligação se mantivesse. Divididas, as duas forças foram superadas. Alegretti, que participou ativamente na montagem do PDSA, depois de haver atuado no Acre, lança uma dúvida: o programa foi absorvido pela população amapaense, adquirindo força social, ou era apenas uma idéia na cabeça do ex-governador, que agora chegará ao Senado tendo que explicar como “um programa tão divulgado e tão inovador não terá continuidade”. “Do ponto de vista do futuro da Amazônia, era muito importante que o PDSA tivesse sido vencedor. Mas não foi, observa a assessora do Ministério de Meio Ambiente. Ela acha que ”a idéia do desenvolvimento sustentável pode ter ficado desgastada de tanto ser usada em vão” pelos que se diziam favoráveis, mas não a aplicavam. Mesmo que o PDSA não tenha continuidade, com um governo que nunca manifestou simpatia pela tese, Alegretti acredita que a idéia poderá renascer como Fênix, não mais no Amapá, mas com a senadora Marina Silva, se ela for a nova ministra do Meio Ambiente.

Se isso acontecer, o desenvolvimento sustentável será a política oficial para a Amazônia, argumenta Alegretti: “Como disse o presidente eleito Lula, seu governo será o guardião da Amazônia e de sua biodiversidade, o que assegura que os pilares da sustentabilidade não só se mantenham como se multipliquem”. Para ela, as eleições na Amazônia “dão sinais de que o Acre continuará na frente e consolidará os excelentes projetos que já executa, baseados no conceito de florestania, agora com amplo respaldo federal. Talvez o Amazonas ocupe o espaço inovador que antes era do Amapá e venha a se constituir no segundo pilar de sustentabilidade da região. Além do governador eleito, Eduardo Braga, ter reafirmado esse modelo na campanha, é um Estado muito preservado e com uma alta capacidade própria de investimentos financeiros. O Pará deverá equilibrar melhor o modelo expansionista atual porque elegeu uma bancada, estadual e federal, afirmativa de um modelo florestal”. Sobre os demais, ainda seria cedo para falar.

Mary Alegretti sustenta que “se o programa trouxe benefícios à sociedade, será esta a principal defensora de seus princípios e cobrará, do próximo governo, os avanços que conquistou”.

Além disso, se o PDSA contribuiu para que a idéia de sustentabilidade se transformasse em uma força político-partidária sólida, “a aliança do PSB com o governo Waldez certamente vai assegurar que iniciativas do governo Capiberibe não somente sejam mantidas – como foi divulgado durante a campanha – quanto continuem identificadas com a marca do desenvolvimento sustentável”. Alegretti aposta ainda no acompanhamento daqueles que se envolveram com o plano, mas admite que, se tudo isso não acontecer, “o PDSA terá sido um programa de um governo que, ao não conseguir fazer seu sucessor, correrá o risco de desaparecer, como muitas outras iniciativas promissoras desse País. E deixará evidente o que parece ter sido sua fragilidade principal: a distância entre o que prometeu e o que realizou. Terá sido um programa do Capi e não da sociedade”.

Ela entende que a idéia de desenvolvimento sustentável passará por um delicado teste no Amapá nos próximos quatro anos: “As condições objetivas que deram origem à proposta continuam lá: o Amapá ainda é o Estado mais preservado do País, porque atividades de base predatória não foram incentivadas. A sociedade amapaense foi envolvida em um processo inovador e algumas iniciativas projetaram o Estado internacionalmente”. Mas se isso não ocorrer e o PDSA tenha mesmo acabado como programa de governo, “isso não significa que a idéia de desenvolvimento sustentável tenha morrido. A força de uma idéia é medida pelo seu enraizamento social”.

Ela se pergunta se o desenvolvimento sustentável será transformado em uma força social no Amapá e qual a força política que vai conduzir essa proposta no futuro. “Embora ainda seja cedo para definir quem são os herdeiros do desenvolvimento sustentável, o que é certo é que não estarão sozinhos se considerarmos a força do governo federal a partir do ano que vem. Mas é certo, também, que o novo modelo para a região terá que trazer resultados concretos, ter ampla base social, construir sólidas alianças políticas e gerar benefícios para todos os setores da sociedade”, arremata a militante ambientalista.

Publicação 5/11/2002

*Publicado por Nezimar Borges

 

AJUDE O SITE "históriadocapi" A SOBREVIVER. FAÇA UMA DOAÇÃO AQUI>>>
Trajetória | Capiberibe na Mídia | Anos de Chumbo | Luta pelo mandato | Artigos | Entrevistas
Página Inicial | Idealizador do Site | Notícias | Fale Conosco
Transparência | Desenvolvimento Sustentável | Amazônia
Mundo | Especial | Socialismo do Séc. 21
Site feito por: Nezimar Borges
Copyright © 2006-2012