Conheça os principais pontos turísticos
da capital amapaense
História,
cultura e religiosidade
nos pontos turísticos de Macapá
Fonte:
Detur - Departamento de Turismo do Amapá
Fotos: Detur e GEA (Governo do Estado do
Amapá)
Pensado
em visitar Macapá? A capital do meio do mundo
possui lugares que você não deve deixar
de conhecer. São pontos turísticos
que revelam um pouco da história, cultura
e religiosidade desse povo que sabe preservar e
divulgar os seus valores.
Então, bom passeio!! E não esqueça
da máquina fotográfica!!
Fortaleza
de São José
A
Fortaleza de São José de Macapá
é, para os amapaenses, uma das maiores referências,
por representar um marco cultural, arquitetônico
e histórico. Está localizada na foz
do Rio Amazonas, em frente à capital amapaense.
Foi erguida entre 1764 e 1782 pelas mãos
de negros e índios, escravos da colonização
portuguesa. No passado, tinha a função
de garantir o domínio lusitano no extremo
norte do Brasil. Hoje é um dos principais
pontos turísticos de Macapá.
Vista de cima, a Fortaleza se assemelha a uma estrela,
pela disposição de seus quatro baluartes,
batizados pelo então Governador e Capitão-General
Fernando da Costa de Athayde Teive com os nomes
de Madre de Deus, São Pedro, Nossa Senhora
da Conceição e São José.
Na parte de dentro, encontram-se os prédios
que abrigavam os antigos armazéns, capela,
casa de oficiais e do comandante, casamatas, paiol
e hospital, além dos elementos externos componentes
do complexo, como revelim, redente, fosso seco e
baterias baixas.
Em
22 de março de 1950, foi tombada pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN). Recentemente reformada pelo Governo
do Estado, a Fortaleza ganhou o Museu Joaquim Caetano
da Silva e o serviço de visita monitorada
por guias.
Endereço: R. Cândido
Mendes, s/n° - Centro - Fone (96) 212 5118
Visitação: terça-feira a domingo,
das 8 às 18 h.
Parque do "Meio Mundo"
É formado pelo Monumento do Marco Zero do
Equador, Estádio Zerão, Escola Sambódromo
de Artes Populares e a Panela do Amapá.
Monumento
do Marco Zero - Macapá é a única
capital do Brasil cortada pela linha do Equador,
a linha imaginária que divide a Terra em
dois hemisférios. Para contemplação
do fenômeno natural "equinócio",
que acontece nos dias 21 ou 22 de março e
22 ou 23 de setembro, foi construído um "Relógio
de Sol". O Monumento Marco Zero também
possui no seu terraço um espaço para
shows, além de salão para exposições,
bar e lanchonete e lojas para venda de produtos
locais.
Estádio Estadual Milton de Souza Corrêa - O Estádio Estadual Milton de Souza Corrêa,
o "Zerão", tem capacidade para
8 mil pessoas. Foi construído de uma forma
em que o campo de futebol foi dividido pela linha
do Equador, possibilitando que um time de futebol
jogue no hemisfério Norte e outro no hemisfério
Sul.
Escola Sambódromo de Artes Populares - A "Escola Sambódromo de Artes Populares"
é composta pelo Sambódromo, onde ocorrem
o desfile das escolas de samba e dos blocos carnavalescos,
o festival da quadra junina e os grandes shows musicais.
Tem capacidade para aproximadamente 18 mil pessoas
e fora do período momesco, transforma-se
na Escola de Artes Populares do Amapá, com
salas de aula para cursos de curta e média
duração, valorizando segmentos da
cultura popular.
Panela do Amapá - A Panela do Amapá
foi criada para atender o turista e valorizar a
gastronomia regional, com seus temperos exóticos
e restaurantes com comidas típicas da região.
Endereço: Todo o complexo
situa-se a 2 km do centro de Macapá.
Igreja de São José
É
o monumento mais antigo da cidade. Foi construída
no século XVIII. Seus traços são
inspirados no estilo neoclássico. Inaugurada
no dia 6 de março de 1761, possui uma arquitetura
simples, mas bela, obra dos padres jesuítas
que chegaram ao Amapá no século XVI.
Com a chegada dos padres do PIME (Pontifício
Instituto das Missões Estrangeiras), em 1948,
sofreu algumas modeificações. Suas
paredes têm lápides, que chamam a atenção
dos visitantes por guardarem restos mortais de figuras
ilustres do Amapá.
Endereço: Av. São José
s/n - Bairro Central. Telefone: (96) 222 2438
Museu Sacaca do Desenvolvimento
Sustentável
Casa do ribeirinho no Museu Sacaca
O
espaço leva o nome de um dos mais populares
cidadãos da história amapaense, profundo
conhecedor de plantas e ervas medicinais: Seu Sacaca.
O Museu transmite à comunidade, por meio
de palestras, exposições e seminários,
os trabalhos desenvolvidos pelo Governo do Estado,
através do Instituto de Pesquisas Científicas
e Tecnológicas do Amapá - IEPA.
A área ocupada pelo projeto possui 12 mil
metros quadrados, abrigando um pequeno rio, que
serve para a criação de peixes da
região. Conta com casas típicas do
castanheiro, do seringueiro e de várias etnias
indígenas existentes no Amapá, proporcionando
ao visitante a oportunidade de vivenciar a realidade
das comunidades tradicionais da Amazônia,
seu modo de vida e suas experiências de sustentabilidade.
Endereço: Av. Feliciano Coelho,
ao lado do Instituto de Pesquisas Científicas
e Tecnológicas do Amapá (Iepa).
Trapiche Eliezer Levy
Originariamente
construído na década de 40, é
o local onde atracava a maioria das embarcações
que chegava a Macapá. Passou por muitas reformas,
até ser totalmente reconstruído em
concreto armado, constituindo um padrão estrutural
permanente, o que contribuiu para melhoria urbanística
de Macapá e para a preservação
da história do povo amapaense. Com seus 386
metros de extensão, é servido por
um bondinho elétrico para transporte de turistas,
sorveteria, área coberta, estação
de embarque e desembarque de passageiros, restaurante
e uma pequena praça.
Centro de Cultura Negra
Quarenta
e cinco por cento da população do
Amapá é formada por negro. Para homenagear
parte do povo amapaense,
no dia 5 de setembro de 1998, no bairro do Laguinho,
foi inaugurado o Centro de Cultura Negra. O espaço
representa a revitalização e a valorização
da cultura negra no Amapá. Com seis blocos
edificados numa aérea de 7,2 mil m2, compreende
um Anfiteatro, Museu do Negro, Auditório,
Espaço Afro-Religioso, Sala de Múltiplo
Uso e Administração. Trata-se de um
espaço democrático, que é utilizado,
principalmente, para divulgar e preservar a cultura
afro-brasileira.
Endereço:
R. Gal. Rondon, s/n - Laguinho
Telefone: (96) 222 4957
Casa do Artesão
É
o maior centro do artesanato amapaense. Seu principal
objetivo é fomentar a atividade artesanal
no Estado e promover a geração de
trabalho e renda para os artesãos locais,
possibilitando assim, a exposição
e a comercialização de seus produtos.
O artesanato indígena também está
presente, representado pelos trabalhos dos povos
Waiãpi, Karipuna, Palikur, Galibi, Apari,
Waina, Tirió e Kaxuiana. Na confecção
das peças são utilizados vime, madeira,
argila, fibra vegetal, sementes, penas, entre outros
elementos retirados da natureza, sem impactar o
meio ambiente.
Endereço:
Av. Azarias Neto s/n- Bairro Central
Telefone: (96) 212 9156
Complexo
Beira Rio
Situa-se
em frente à cidade de Macapá, às
margens do Rio Amazonas. É formado por um
conjunto de Quiosque de 4 bares, com vendas de comidas
e bebidas; 3 soverterias e 1 bonbonier, 1 parque
infantil, ciclovia, área para prática
de esportes como caminhada, futebol, voleibol, entre
outros. A presença majestosa da Fortaleza
de São José de Macapá, Trapiche
Eliezer Levy, Pedra do Guindaste, além da
Casa do Artesão e Casa do Índio, Praça
Issac Zagury, Intendência de Macapá
complementam o complexo, além de contribuir
como fator paisagístico urbano para cidade
de Macapá.
Mercado dos Produtos da Floresta
O
Mercado dos Produtos da Floresta é uma conquista
dos agricultores, pescadores, extrativistas, artesãos,
criadores, pequenos e médios agroindustriais
amapaenses que, juntamente com o Governo do Estado,
aceitaram o desafio de criar uma nova matriz econômica
baseada na exploração dos produtos
naturais da região. É também
a comprovação da capacidade associativa
desses produtores, que se organizam em cooperativas
para gerar emprego e renda segundo as regras da
sustentabilidade: ou seja, produzindo riqueza e
qualidade de vida para todos, sem esgotar os recursos
da natureza. Trata-se, portanto, de uma conquista
do Programa de Desenvolvimento Sustentável
do Amapá (PDSA).
Essa conquista começou com a organização
dos castanheiros do sul do Estado em 1995. Eles
foram os primeiros a acreditar no PDSA, passando
da condição de castanheiros explorados
e descapitalizados para a de exportadores bem sucedidos.
O Governo do Estado tem assegurado apoio técnico
e científico através do Iepa (Instituto
de Pesquisas Científicas e Tecnológicas
do Amapá), bem como os investimentos e créditos
iniciais.
O Mercado dos Produtos da Floresta começa
a funcionar com a venda de 50 produtos semi-industrializados:
são sorvetes de frutas naturais, polpas de
frutas, castanha torrada e desidratada, paçoca,
biscoitos e azeite de castanha, palmito de Cajari,
mel de abelha silvestre do Bailique, açaí,
flores do cerrado, bombons, leite, queijo, manteiga
e artesanato etc. Também os produtos do Iepa
(mais de 70 fitoterápicos) vão estar
à venda no Mercado, que por suas características
originais, será considerado uma atração
para os turistas, devendo funcionar também
aos sábados, domingos e feriados.
O Mercado dos Produtos da Floresta é, portanto,
uma vitrine do PDSA, a concretização
de uma economia sustentável que abre perspectivas
de emprego e renda em todo o Estado do Amapá,
apontando para um futuro de prosperidade.
O Mercado, por sinal, soluciona outra limitação
da Feira, que é a venda exclusiva de produtos
in natura. Nele, os produtos são industrializados
ou semi-industrializados, atendendo assim novas
necessidades do mercado consumidor. O Mercado dos
Produtos da Floresta, foi inaugurado no dia 21 de
março de 2000.
Fonte: DCS - Deptº de Comunicação
Social
*Publicado por Nezimar Borges
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