JOÃO CAPIBERIBE é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos" Saiba Mais Aqui>>

Democracia do oprimido x Socialismo democrático

Casal Capiberibe: Dois seres preciosos

O  caso Capiberibe :  Passo a passo de uma farsa

Carta aberta a Carlos Veloso

E agora José?

João Capiberibe explica o projeto Transparência ao procurador-geral da República

João Capiberibe é Apontado como o "Maior Amapaense de Todos os Tempos"

José Sarney não quer João Capiberibe comandando a Sudam

Casal Capiberibe recebe solidariedade no Congresso Nacional

Discurso da Dep. Janete que o poder não queria ouvir, mas ouviu.

João Capiberibe recebe Maior Comenda do Acre

A vitória dos traidores a vitória do "NÃO "

Local: Venezuela
Fonte: Luiz Rocha e Nuno Cardoso
Link: http://tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com/

Numa primeira nota, não posso deixar de referir a minha tristeza pelos trabalhadores da Venezuela e do Mundo, pela não aprovação das grandes conquistas civilizacionais da Reforma Constitucional. Como era bom que as 6 horas diárias de jornada laboral máxima tivessem vigência imediata. Essa entre muitas outras grandes conquistas que terão de ser conquistadas noutro dia...

Agora, as Lições da Derrota

Hoje na Venezuela, não ganhou a oposição. Ganhou George W. Bush o imperador da guerra contra toda a Democracia exercida directamente pelo Povo e contra todos os avanços na Justiça Social que se fizeram na Venezuela.

Mas independentemente de constatarmos quem sempre financia, arma e incita ao golpismo por de trás da fachada (muito mal disfarçada) de oposição "democrática", devemos concluir que os verdadeiros trunfos do imperialismo neste referendo não foram os representantes mais tradicionais da burguesia. Não foram aqueles que diariamente incitavam à violência, não foram aqueles que inclusive mataram dois venezuelanos chavistas, não foram os que se reuniam em Igrejas para conspirar, violentar e desconhecer o regime democrático. Porque esses sempre estiveram nessa barricada e o Povo Bolivariano sempre os venceu para larga maioria.

O factor essencial para a derrota dos revolucionários foram os Traidores que como se diz na Venezuela "saltaram a talanquera" (viraram a casaca). Esses que os militantes da Revolução na Venezuela chamam de "direita endógena", porque é a direita infiltrada no campo revolucionário. Lembremo-nos de Baduel, lembremo-nos do Partido Social-Democrata PODEMOS (e lembremo-nos dos que os desculpabilizaram e apoiaram, e lembremo-nos que ainda há mais Social-Democracia nas fileiras chavistas), esses foram os principais responsáveis pela derrota da Revolução. Porquê? Porque cansaram a população com o seu desempenho político grotesco dizendo servir a Revolução enquanto a matavam. Recorde-se que o PODEMOS está no poder em vário governos regionais e locais, onde a sua governação tem retórica revolucionária e prática neolibraral (por vezes fascizante!). Recorde-se que nestas mesmas eleições, um governador do PODEMOS chamado Ramón Martinez, entrou por um local de voto agredindo toda a gente e apelando à destruição do mesmo aos seus conterrâneos.

Tal como o PS foi o pior inimigo da Revolução de Abril com as suas posições ambíguas, são os Badueís e os PODEMOS que ainda fingem estar nas fileiras chavistas que mais causam dano à Revolução Venezuelana.

Chávez tem que "varrer-los". Estou a falar de uma batalha para lhes tirar o poder, para lhes tirar os tachos. É preciso que o campo revolucionário se fortaleça com a expulsão dos seus Traidores e Quintas Colunas. E só assim poderá se obter a disciplina de mobilização popular que faltou neste referendo.

Não desanimemos a Vitória será nossa, porque como Chávez disse "por agora... apenas por agora" foi um derrota. Mas continuaremos a defender o conteúdo altamente positivo e revolucionário desta Reforma Constitucional sem lhe tirar uma vírgula.

A Vitória do "Não"

A derrota da proposta de reforma constitucional venezuelana não pode deixar de desapontar e preocupar quem ardentemente deseje ver aparecer um sistema político e económico capaz de derrotar o capitalismo neo-liberal globalizante. O essencial da revolução bolivariana mantem-se, mas fica a questão de saber se haverá a breve trecho alguém capaz de suceder a Hugo Chavez com o carisma necessário a fazer face aos ataques da oligarquia internacional, ou se será possível, no tempo que resta do mandato de Chavez, estabilizar e institucionalizar a revolução de forma a torná-la invulnerável às tentativas de recuperação capitalista.

Será possível tentar nova reforma constitucional antes do fim do mandato de Hugo Chavez, mas terá de se analisar primeiro as razões pelas quais a tentativa agora falhou. Falta de mobilização popular? Dificuldade em perceber as propostas? Alterações demasiado ambiciosas? Receio de dar ao Presidente poderes demasiado alargados em caso de estado de emergência? Provavelmente terá havido um pouco de tudo isto, pelo que uma segunda tentativa teria de ser mais cuidadosa e talvez mais limitada. O essencial é criar tipos de empresa alternativos à empresa capitalista, de forma a colocar uma parte significativa do poder económico nas mãos dos trabalhadores, pois só assim se decapitará para sempre a capacidade de intervenção da oligarquia. Mas talvez isso, assim como a instituição da segurança social para todos, não precise de reformas constitucionais. A nacionalização das empresas que constituam a base do poder oligárquico pode ser feita desde já, transformando-as depois em cooperativas (segundo talvez o modelo do Grupo basco da Mondragón) ou em empresas estatais auto-geridas. A reforma agrária pode ser igualmente aprofundada a partir do desmantelamento dos latifúndios privados, utilizando a lei geral.

Se Hugo Chavez não se deixar desencorajar pela vitória do "Não", esta poderá ser uma vitória pírrica para a oligarquia, pois poderá desencadear um processo muito mais rápido de expropriação da base do poder oligárquico, coisa que Chavez até agora tinha evitado fazer. Mas uma revolução é sempre uma ruptura, e talvez tenha chegado o momento de tornar isso claro aos oligarcas e aos seus apoiantes externos

*Publicado por Nezimar Borges

 

LUIZ ALBERTO MONIZ BANDEIRA

Cientista político, professor emérito da Universidade de Brasília e autor de "As Relações Perigosas: Brasil-Estados Unidos de Collor a Lula, 1990-2004", "Brasil, Argentina e Estados Unidos" e "De Martí a Fidel: a Revolução Cubana e a América Latina". Leia alguns de seus artigos AQUI>>

AJUDE O SITE "históriadocapi" A SOBREVIVER. FAÇA UMA DOAÇÃO AQUI>>>

Trajetória | Capiberibe na Mídia | Anos de Chumbo | Luta pelo mandato | Artigos | Entrevistas
Página Inicial | Idealizador do Site | Notícias | Fale Conosco
Transparência | Desenvolvimento Sustentável | Amazônia
Mundo | Especial | Socialismo do Séc. 21
Site feito por: Nezimar Borges: borges@unifap.br
Copyright © 2006-2010 - Nezimar Borges