Venezuela: PIB e salário-mínimo mais altos da América Latina
Mesmo com a inflação de 22,5%, o crescimento do PIB da Venezuela em 2007 foi de 8,4%, o mais alto da América Latina, enquanto o salário-mínimo ficou em 286 dólares (no Brasil, com todos os aumentos do Governo Lula, é de US$ 194,00). Já o desemprego, que era de quase 30%, em 1998, quando Hugo Chávez chegou ao poder, situou-se em 6,75%.
Esses dados foram apresentados durante o informe de gestão ante à Assembléia Nacional, sexta-feira, 11/01/08, pelo presidente da Venezuela, para quem o crescimento econômico tem sido constante nos últimos quatro anos, com uma média, nesse período, de 11,8%, percentual que o coloca entre os mais altos do mundo.
Por causa disso, afirmou Chávez, a Venezuela se tornou o segundo país da América Latina, depois do Uruguai, onde povo se encontra em total satisfação com a democracia, alcançando assim o primeiro lugar com maior índice de confiança no governo venezuelano de 66%.
Potência petrolífera - Hugo Chávez, que se orgulha de ter abolido o analfabetismo na Venezuela há mais de três anos, como atesta documento da Unesco, ainda falou da "potência petrolífera" em que se transformou seu país:
"No final de 2007, a Venezuela alcançou a cifra de 100 bilhões de barris de petróleo em reservas provadas, com a incorporação de 20 bilhões de barris novos certificados nos últimos dois anos. Para este 2008, a meta é incrementar em outros 100 bilhões de barris para chegar a 200 bilhões. Para 2009, se prevê aumento de 113 bilhões de barris para totalizar 313 bilhões.
"Depois disso", afirmou o presidente, “a Venezuela poderá dizer ao mundo que possui a maior reserva de petróleo que algum país do mundo possa ter”. Assim mesmo, detalhou que “as cifras que temos indicam que quando se acabar o petróleo no mundo, quatro ou cinco países teremos algumas importantes reservas de óleo cru”. Precisou que estas nações são, em ordem decrescente de acordo com as cifras de bilhões de barris em reservas, Venezuela, Arábia Saudita, Irã e Rússia”.
Medidas fiscais - Ele ainda lembrou que as medidas fiscais que adotou há três anos, dentro da estratégia que chamou de "recuperação da plena soberania petrolífera", incluindo a taxa de regalia na Faixa do Orenoco, antes de 1% mas agora de 16,6%, permitiram arrecadar 10 bilhões 230 milhões de dólares.
“Todo esses recursos foram levados do país. Eram todos lucros das multinacionais que exploravam como queriam nossa Faixa Petrolífera do Orenoco, que agora está em mãos de nossa empresa, a PDVSA, e de nossos trabalhadores”, asseverou o Presidente.
“Enquanto aqui as multinacionais levavam todos os nossos rendimentos, a Venezuela tinha de ir a pedir uma miséria de empréstimos e créditos ao Fundo Monetário Internacional, à custa do pouco que restava de soberania”, manifestou Chávez.
Por fim, o lider venezuelano lembrou que a primeiro de maio de 2007, na presença dos trabalhadores de PDVSA, o Estado recuperou o controle sobre todas as operações da Faixa Petrolífera do Orenoco, onde atualmente se produz 600 mil barris diários de petróleo.
“Isto vem fortalecer nosso futuro como potência energética mundial, ao contar com o reservatório de hidrocarbonetos maior do planeta, com reservas recuperáveis de 272 bilhões de barris de petróleo, as quais se encontram em processo de certificação”.
Mais detalhes na ABN
Discurso de Chávez na Assembléia Nacional
Extraido: http://cafenapolitica.blog.br/blog/
*Publicado por Nezimar Borges
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