Deputada Janete Capiberibe
(PSB-AP) revela que sociedade civil aderiu ao projeto
Transparência: "Obtive apoios da ANPR, CNI e ABI"
22/06/2007
Mais
três entidades aderiram ao projeto Transparência, nesta
quinta-feira, 21. A transparência nas contas públicas será
obrigatória com a aprovação do Projeto de Lei Complementar. A
deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) reuniu-se com o
presidente da Associação Nacional dos Procuradores da
República - ANPR, Antônio Carlos Bigonha, com o presidente da
Confederação Nacional da Industria – CNI, Armando Monteiro
Neto, e com o representante da Associação Brasileira de
Imprensa – ABI, Marcelo Tognosi.
"É uma causa
importante para a gente apoiar", comprometeu-se o
representante da ABI. Em breve, a deputada Janete Capiberibe
deve encontrar-se com o presidente da Associação, Maurício
Azedo.
O presidente da CNI, Armando Monteiro,
vai reunir-se na próxima terça-feira (26) com os membros do
sistema e relatará aos diretores o encontro com a parlamentar
socialista e o teor do projeto transparência. A instituição
vai elaborar uma nota técnica sobre o assunto e divulgar a
proposta em todo o país. Para o presidente da CNI, o projeto
transparência está na direção correta para a erradicação da
corrupção, que reflete na competitividade do país e numa maior
carga tributária. "O Brasil precisa realmente buscar outro
padrão. A aprovação deste projeto é uma forma do Congresso
demonstrar à sociedade que tem uma agenda positiva no sentido
de reverter o quadro [de corrupção]. Vai haver um controle
social sobre o Orçamento", afirmou o presidente da CNI.
Ao receber o pedido de apoio, o presidente da
Associação Nacional dos Procuradores da República, Antônio
Carlos Bigonha, se disse muito honrado com o convite. "Pode
ter certeza que vamos apoiar. A corrupção decorre do alto
nível de opacidade do Estado Brasileiro", justificou. "Sempre
foi uma prioridade disponibilizar os dados dos governos nos
três níveis na Internet", completou Bigonha. Segundo ele, 90%
das áreas de aplicação do orçamento público, não tem qualquer
impedimento de que sejam divulgadas amplamente.
A Janete Capiberibe e João Alberto Capiberibe,
autores do projeto transparência no Congresso Nacional,
reuniram-se com o presidente da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil – CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha. Outras
entidades da sociedade civil estão sendo mobilizadas para a
aprovação do transparência na Câmara dos Deputados.
Pelo projeto, prefeituras e câmaras de
vereadores, governos estaduais e assembléias, Governo Federal,
Câmara, Senado, Judiciário e tribunais, administração direta e
indireta terão, obrigatoriamente, que publicar suas contas na
rede mundial de computadores. O projeto pioneiro foi
implantado em 2001, pelo Governo do Desenvolvimento
Sustentável do Amapá, coordenado pelo governador Capiberibe.
A obrigação legal, segundo a deputada, fará a
transparência chegar aos órgãos onde ainda não há compromisso
com a divulgação das contas públicas ou onde o administrador,
por vontade própria, só divulga o que lhe é conveniente.
Tramitação
O
projeto de lei complementar foi apresentado simultaneamente na
Câmara e no Senado pela deputada Janete e pelo senador João
Alberto Capiberibe (PSB), em abril de 2003. Obriga a
publicação de todas as receitas e despesas de todos os órgãos
públicos em tempo real, na Internet, sem qualquer restrição de
acesso.
A proposta já foi aprovada pelo plenário
do Senado Federal e pelas Comissões da Câmara dos Deputados.
Para virar lei, só precisa ser aprovada pelo plenário da
Câmara e assinada pelo presidente da República.
Fonte:
Imprensa Portal PSB / Assessoria de comunicação da dep. Janete
Capiberibe
*Publicado por Nezimar Borges
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